Paes lidera com 51% dos votos válidos; Ruas tem 43% no RJ, aponta Quaest

Paes em posição confortável para vencer ainda no primeiro turno
Com 51% dos votos válidos, o ex-prefeito estava precisamente no patamar necessário para encerrar a disputa sem segundo turno.
Mark

Como uma pesquisa feita dois dias antes da eleição consegue ser tão precisa assim? Paes em 51% parece muito específico.

Mimi

A Quaest entrevistou mais de três mil eleitores, o que dá uma base sólida. Mas a margem de erro de dois pontos significa que ele poderia estar entre 49% e 53%. Ainda assim, a vantagem sobre Ruas é grande o suficiente para ser real.

Luke

Verdade, mas há um detalhe importante: essa pesquisa desconsiderava Garotinho. Se alguns eleitores dele migrassem para Ruas, o cenário mudaria. E a pesquisa foi feita dias antes da revogação da candidatura ser totalmente digerida pelo eleitorado.

Mark

Então o resultado de Paes em 51% é suficiente para vencer no primeiro turno?

Mimi

Sim, se confirmado. Mais de 50% dos votos válidos garante a vitória imediata. Paes estava exatamente nesse limite.

Luke

Mas aqui está a questão: a pesquisa mostra intenção de voto, não resultado. Entre a intenção e a urna há sempre variações. Dois pontos de margem de erro é confortável, mas não é garantia.

Mark

E quanto à evolução de Ruas? De 26% para 43% em uma semana parece uma mudança grande.

Mimi

Sim, mas lembre-se: na pesquisa anterior, Garotinho estava no cenário. Quando você tira um candidato, seus votos não desaparecem — migram. Ruas provavelmente capturou boa parte desses eleitores.

Luke

Exatamente. Então não é que Ruas cresceu tanto assim. É que o cenário mudou. A comparação entre as duas pesquisas é complicada porque não são o mesmo universo de candidatos.

Mark

Faz sentido. E os outros candidatos? Siri com 3%, os demais com 1%?

Mimi

Eles praticamente não existem nessa disputa. É uma eleição bipolar entre Paes e Ruas. Os demais são coadjuvantes.

Luke

O que também significa que há pouco espaço para surpresas. Se Paes cair para 49%, Ruas sobe para 44%, e a dinâmica muda. Mas dentro desses números, a história é clara.

  • A decisão do TSE de revogar a candidatura de Garotinho na véspera da eleição sacudiu o tabuleiro eleitoral e forçou uma releitura imediata das pesquisas anteriores.
  • Em menos de duas semanas, Paes saltou de 35% para 51% dos votos válidos, enquanto Ruas passou de 26% para 43% — uma aceleração que revela o quanto a exclusão de Garotinho reconfigurou o eleitorado.
  • Com 51% dos votos válidos, Paes está exatamente no limiar legal para vencer no primeiro turno, mas a margem de erro de dois pontos mantém o resultado tecnicamente em aberto.
  • Os demais candidatos — Siri, Marinho, Busnello, Juliete e Cyro Garcia — somam menos de 6%, confirmando que a disputa se tornou essencialmente bipolar.
  • O domingo se apresenta como o momento em que intenção e voto efetivo precisarão coincidir para que os números da pesquisa se convertam em desfecho definitivo.

Na véspera de uma eleição estadual no Rio de Janeiro, os números de uma pesquisa Quaest esboçam o contorno de uma decisão que pode se encerrar antes mesmo do segundo turno. Eduardo Paes, ex-prefeito da capital, aparece com 51% dos votos válidos frente a 43% de Douglas Ruas — uma margem que, se confirmada nas urnas, pouparia o estado de uma segunda rodada de disputas. O cenário foi moldado também por uma ausência: a candidatura de Anthony Garotinho foi suspensa pelo TSE na véspera, transformando seus votos em registros anulados e redistribuindo simbolicamente o peso do eleitorado entre os dois principais concorrentes.

A véspera do primeiro turno das eleições no Rio de Janeiro chegou com um cenário relativamente definido pela pesquisa Quaest divulgada no sábado. Eduardo Paes, filiado ao PSD, aparecia com 51% dos votos válidos, contra 43% de Douglas Ruas, deputado estadual pelo PL — uma diferença de nove pontos que colocava o ex-prefeito em posição de encerrar a disputa sem precisar de segundo turno.

O quadro foi diretamente influenciado por uma decisão judicial de última hora: o TSE revogou na sexta-feira a liminar que permitia a candidatura de Anthony Garotinho, determinando que seus votos seriam registrados como anulados sub judice. A exclusão alterou profundamente a leitura dos números em relação às medições anteriores.

A comparação com o levantamento de 29 de setembro é reveladora. Naquele cenário sem Garotinho, Paes tinha 35% e Ruas, 26%. Em pouco mais de uma semana, ambos cresceram expressivamente — Paes chegou a 51% e Ruas a 43% —, evidenciando como o eleitorado do ex-governador se redistribuiu entre os dois principais candidatos.

Os demais postulantes ocupavam posições marginais: William Siri, do PSOL, com 3%; André Marinho, do Novo, Coronel Busnello e Juliete, cada um com 1%; e Cyro Garcia, do PSTU, abaixo de 1%. A disputa havia se tornado essencialmente bipolar.

A pesquisa ouviu 3.204 eleitores entre 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança, registrada no TSE sob o protocolo RJ-03032/2026. Com 51%, Paes estava exatamente no limiar legal para a vitória no primeiro turno — mas dentro da margem de erro, o desfecho final ainda dependeria do comportamento real do eleitorado nas urnas.

A véspera do primeiro turno das eleições no Rio de Janeiro trouxe um cenário bem definido, segundo a pesquisa Quaest divulgada no sábado. Eduardo Paes, ex-prefeito da capital e filiado ao PSD, aparecia com 51% dos votos válidos, enquanto Douglas Ruas, deputado estadual pelo PL, registrava 43%. A diferença de nove pontos porcentuais colocava Paes em posição confortável para vencer ainda no primeiro turno, sem necessidade de levar a disputa para um segundo momento.

O cenário apresentado pela Quaest desconsiderava os votos destinados a Anthony Garotinho, ex-governador filiado aos Republicanos. O Tribunal Superior Eleitoral havia revogado na sexta-feira a liminar que permitia sua candidatura, determinando que qualquer voto recebido no domingo seria registrado como anulado sub judice enquanto durasse o indeferimento. Essa decisão alterou significativamente o quadro eleitoral em relação às medições anteriores.

Comparando com o levantamento anterior da Quaest, realizado em 29 de setembro, a evolução de Paes foi notável. Naquele momento, sem Garotinho no cenário, ele tinha 35% das intenções de voto, enquanto Ruas marcava 26%. Em pouco mais de uma semana, Paes havia ampliado sua vantagem de nove para dezenove pontos porcentuais em relação ao seu principal concorrente. A trajetória de Ruas também havia se modificado, passando de 26% para 43% no mesmo período.

O levantamento completo de votos válidos mostrava um quadro onde os demais candidatos ocupavam posições marginais. William Siri, do PSOL, aparecia com 3% das intenções. André Marinho, do Novo, registrava 1%, assim como Coronel Busnello, da Missão, e Juliete, da UP. Cyro Garcia, do PSTU, não atingia sequer 1% de intenção de voto. Essa distribuição reforçava o caráter bipolar da disputa entre Paes e Ruas.

A metodologia da pesquisa envolveu entrevistas com 3.204 eleitores fluminenses realizadas entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro foi estabelecida em dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RJ-03032/2026, garantindo a rastreabilidade e conformidade com as exigências legais para pesquisas eleitorais.

Os números sugeriam que, caso se confirmassem nas urnas, Paes teria condições de encerrar a disputa no primeiro turno. A legislação eleitoral brasileira permite que um candidato vença sem necessidade de segundo turno quando obtém mais de 50% dos votos válidos. Com 51%, Paes estava precisamente nesse patamar, embora dentro da margem de erro da pesquisa. A confirmação desse resultado dependeria do comportamento do eleitorado no domingo e de possíveis variações entre a intenção de voto e o voto efetivo.

Se esse resultado se confirmar, Paes pode vencer a disputa ainda no primeiro turno
— Pesquisa Quaest
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