Paes lidera com 49% dos votos válidos no Rio, mostra Quaest

Paes está próximo demais da maioria, mas o resultado ainda não está selado
Com 49% dos votos válidos, o candidato do PSD está a apenas um ponto de distância da vitória no primeiro turno.
Mark

Por que essa pesquisa importa agora, na véspera da eleição? Não é só mais um número?

Mimi

Porque Paes está a apenas um ponto de distância da maioria absoluta necessária para vencer no primeiro turno. Se ele chegar a 50%, encerra tudo amanhã. Essa pesquisa mostra que ele está muito perto disso.

Luke

Mas a margem de erro é de dois pontos. Então tecnicamente Paes poderia estar em 47% ou em 51%. Ninguém sabe de verdade até as urnas abrirem.

Mimi

Verdade. Mas o modelo da Quaest leva em consideração a propensão de voto, não apenas a intenção declarada. Isso torna a estimativa mais robusta.

Mark

E como Ruas conseguiu crescer tanto? De 9-11% em abril para 40% agora?

Mimi

A campanha dele ganhou tração na reta final. Mas mesmo com esse crescimento, ele ainda está nove pontos atrás.

Luke

Nove pontos é bastante, mas não é impossível de fechar em um dia de eleição. Muita coisa pode mudar entre uma pesquisa e o resultado real.

Mark

E se ninguém chegar a 50%? O que acontece?

Mimi

Vai para segundo turno. E aí Paes tem 45% contra 33% de Ruas, segundo a mesma pesquisa.

Luke

Novamente, com margem de erro. Mas sim, em qualquer cenário de segundo turno, Paes sai na frente.

Mark

Então Paes vence de qualquer jeito?

Mimi

Os números sugerem isso, mas eleição é imprevisível. A pesquisa é um retrato de um momento específico.

Luke

E um retrato tirado por um instituto que tem histórico de acertos, mas não é infalível.

  • Com 49% dos votos válidos, Paes está a um passo da vitória no primeiro turno, mas o limiar dos 50% permanece fora de alcance garantido.
  • A ascensão de Ruas — de 9% em abril para 40% às vésperas da eleição — transformou o que parecia uma corrida tranquila em uma disputa de resultado incerto.
  • A metodologia da Quaest, que pondera a propensão de comparecimento dos eleitores, empurra Paes ainda mais perto do patamar de vitória imediata.
  • Em um cenário sem Garotinho, Paes alcançaria 51% dos votos válidos, indicando que a fragmentação do campo pode ser o fator decisivo para o primeiro turno.
  • No Senado, a disputa pelas duas vagas está em aberto entre Portinho, Jordy e Benedita da Silva, separados por apenas dois pontos percentuais nos votos válidos.

Na véspera de uma eleição que pode definir os rumos do Rio de Janeiro, os números sugerem que Eduardo Paes caminha para uma vitória no primeiro turno, mas a margem permanece estreita o suficiente para manter a incerteza viva. O crescimento expressivo de Douglas Ruas ao longo da campanha — de menos de 11% para 40% — revela uma disputa que se transformou profundamente, lembrando que eleições são processos vivos, não destinos fixos. A democracia, como sempre, reserva sua resposta definitiva para o momento em que os eleitores se encontram com a urna.

Na véspera da eleição para governador do Rio de Janeiro, a pesquisa Quaest divulgada no sábado colocou Eduardo Paes (PSD) com 49% dos votos válidos, nove pontos à frente de Douglas Ruas (PL), que registrou 40%. O levantamento ouviu 3.204 eleitores entre 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais. Paes está próximo da maioria absoluta necessária para vencer no primeiro turno, mas o resultado ainda não está selado — e a metodologia adotada, que considera a propensão de comparecimento dos eleitores, é o que mais aproxima o candidato do PSD desse patamar.

O cenário representa uma virada dramática em relação ao início da campanha. Em abril, Paes oscilava entre 34% e 40%, enquanto Ruas mal chegava a 11%. A aproximação foi gradual e acelerou na reta final: em 8 de setembro, a vantagem de Paes em simulações de segundo turno era de 26 pontos; três semanas depois, havia caído para dez.

Os demais candidatos aparecem distantes. Anthony Garotinho (Republicanos) soma 6%, William Siri (PSOL) tem 3%, e os outros concorrentes não ultrapassam 1%. Em um cenário hipotético sem Garotinho, Paes chegaria a 51% dos votos válidos contra 43% de Ruas — margem suficiente para encerrar a disputa no primeiro turno. Em eventual segundo turno, Paes manteria a liderança com 45% contra 33% de Ruas, com 11% indecisos e 11% optando por branco, nulo ou abstenção.

Na disputa pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado, a corrida está concentrada em três candidatos separados por apenas dois pontos: Carlos Portinho (PL) com 23%, Carlos Jordy (PL) com 22% e Benedita da Silva (PT) com 21%. Pedro Paulo (PSD) registra 13% e Marcelo Crivella (Republicanos), 12%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo RJ-03032/2026.

Na véspera da eleição para governador do Rio de Janeiro, uma pesquisa Quaest divulgada no sábado mostrou Eduardo Paes (PSD) com 49% dos votos válidos, nove pontos à frente de Douglas Ruas (PL), que registrou 40%. O levantamento ouviu 3.204 eleitores entre 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Paes está próximo demais da maioria absoluta necessária para encerrar a disputa no primeiro turno — que exige mais de 50% dos votos válidos — mas o resultado ainda não está selado. A pesquisa utilizou um modelo que considera não apenas a intenção de voto declarada, mas também a propensão de cada grupo de eleitores a comparecer às urnas, o que aproxima ainda mais o candidato do PSD do patamar de vitória imediata.

O cenário atual representa uma mudança dramática em relação aos primeiros meses da campanha. Em abril, outra pesquisa Quaest mostrava Paes com 34% a 40% das intenções de voto, dependendo do cenário, enquanto Ruas aparecia entre 9% e 11%. A aproximação de Ruas ocorreu ao longo da reta final. No fim de setembro, a disputa já se mostrava mais apertada: em 29 de setembro, Paes tinha 43% em uma simulação de segundo turno e Ruas, 33%, diferença de dez pontos. Apenas uma semana antes, em 8 de setembro, a vantagem havia sido de 26 pontos.

Os demais candidatos aparecem bem distantes. Anthony Garotinho (Republicanos) soma 6% dos votos válidos. William Siri (PSOL) registra 3%, enquanto André Marinho (Novo) e Coronel Busnello (Missão) têm 1% cada. Cyro Garcia (PSTU), Juliete (UP) e Luan Monteiro (PCO) aparecem com 0% após o arredondamento. A pesquisa também testou um cenário de primeiro turno sem Garotinho, onde Paes chegaria a 51% dos votos válidos contra 43% de Ruas — uma margem que garantiria a vitória no primeiro turno.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Paes e Ruas, o candidato do PSD aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o representante do PL registra 33%. Outros 11% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam às urnas, e 11% permanecem indecisos. Paes avançou de 43% para 45% nesse cenário, enquanto Ruas permaneceu em 33%. Contra Anthony Garotinho, Paes aparece com 49%, ante 16% do candidato do Republicanos, com 24% indicando voto branco, nulo ou ausência, e 11% indecisos.

A pesquisa também mediu a corrida pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado, onde a disputa se concentra entre três candidatos. Considerando os votos válidos, Carlos Portinho (PL) aparece com 23%, seguido por Carlos Jordy (PL), com 22%, e Benedita da Silva (PT), com 21%. Pedro Paulo (PSD) registra 13%, Marcelo Crivella (Republicanos) tem 12% e Monica Benicio (PSOL), 7%. Waguinho (Republicanos) aparece com 2%. Nos votos totais combinados, Jordy tem 17%, enquanto Portinho e Benedita aparecem com 16% cada. Como dois senadores serão escolhidos pelo Rio de Janeiro nesta eleição, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para o cargo. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RJ-03032/2026.

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos
— Critério da Justiça Eleitoral
Quer a matéria completa? Leia o original em Brasil 247 ↗
Fale Conosco FAQ