Paes dispara e pode vencer no 1º turno no RJ, aponta pesquisa Quaest

59% dos eleitores ainda podem mudar de ideia
Pesquisa Quaest revela eleitorado fluminense em formação, com maioria aberta a mudanças antes da eleição.
Mark

A pesquisa mostra Paes com 34% a 40%, dependendo do cenário. Como é possível vencer no primeiro turno com esses números?

Mimi

Porque a pesquisa desconta votos brancos e nulos. Quando você remove esses votos da conta, 34% pode ser suficiente para vencer na primeira volta se os demais candidatos não conseguem se consolidar.

Luke

Mas aí está o ponto — 59% dos eleitores ainda dizem que podem mudar de voto. Esses números são de hoje, não de outubro. Muita coisa pode acontecer.

Mark

E na sondagem espontânea, quando não apresentam os nomes, Paes cai para 8%. Isso não é preocupante?

Mimi

Mostra que o eleitorado ainda não está mobilizado. Mas também mostra que Paes tem uma vantagem estrutural — quando os nomes aparecem, ele sobe muito. Ruas não tem essa mesma capacidade de crescimento.

Luke

A pesquisa foi feita entre 21 e 25 de abril. Desde então, houve a decisão do STF mantendo Ricardo Couto como governador. Não sabemos como isso afeta o clima.

Mark

Qual é a margem de erro?

Mimi

Três pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança. Então Paes está entre 31% e 43%, dependendo do cenário.

Luke

Exato. E Ruas está entre 6% e 14%. Há sobreposição possível em alguns cenários.

Mark

Mas em um segundo turno, Paes vence Ruas por 49% a 16%. Isso é muito diferente.

Mimi

É. Sugere que Ruas tem um teto de apoio muito baixo. Mesmo que cresça no primeiro turno, ele não consegue expandir sua base para um segundo turno.

Luke

Ou sugere que muitos eleitores que votariam em Garotinho ou Witzel no primeiro turno migram para Paes em um segundo turno. Não é a mesma coisa.

  • Paes domina todos os cenários com folga de até 31 pontos sobre Ruas, sinalizando uma corrida que, se mantida, pode ser decidida já no primeiro turno.
  • A crise institucional no estado — com Castro renunciado, Ruas tentando assumir o interinato e o STF mantendo um presidente de tribunal no cargo — transforma a disputa eleitoral em batalha pelo controle da máquina antes mesmo da campanha oficial.
  • O abismo entre o resultado estimulado (Paes com 34–40%) e o espontâneo (apenas 8%) revela que a liderança é real, mas ainda frágil: 87% dos eleitores permanecem indecisos quando os nomes não são apresentados.
  • Com 59% dos fluminenses admitindo que podem mudar de voto, o cenário permanece fluido — e qualquer movimento brusco na crise institucional ou nas alianças pode redesenhar o tabuleiro.

No Rio de Janeiro, onde a crise institucional ainda ecoa após a renúncia de Cláudio Castro, uma pesquisa Quaest revela Eduardo Paes como favorito destacado para o governo estadual em 2026, com vantagens que atravessam todos os cenários testados. A liderança do ex-prefeito, aliado de Lula, contrasta com a fragilidade de Douglas Ruas, que busca herdar a máquina política de Castro enquanto o STF mantém um magistrado no comando do Executivo fluminense. O eleitorado, ainda em formação, guarda em si a incerteza própria de disputas que começam antes do tempo — e que a história, com frequência, sabe revirar.

A primeira pesquisa Quaest sobre o governo do Rio de Janeiro em 2026 coloca Eduardo Paes em posição confortável, com intenções de voto entre 34% e 40% dependendo do cenário. Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa e herdeiro político de Cláudio Castro, oscila entre 9% e 11% — uma distância que se amplia dramaticamente em eventual segundo turno, onde Paes venceria por 49% a 16%.

O levantamento, feito com 1.200 eleitores entre 21 e 25 de abril, também expõe a volatilidade do eleitorado fluminense. Na sondagem espontânea, sem que os nomes sejam apresentados, Paes aparece com apenas 8% e Ruas com 2%, enquanto 87% permanecem indecisos. Outros 59% afirmam que ainda podem mudar de voto — sinais de que a campanha tem espaço considerável para movimentações.

A disputa se desenrola sobre um pano de fundo institucional turbulento. Desde março, quando Castro renunciou na véspera de ser condenado pelo TSE por abuso de poder, os grupos de Paes e Ruas passaram a disputar o controle da máquina estadual. Ruas tentou assumir o governo interinamente para ganhar visibilidade e acesso à estrutura administrativa. O ministro Cristiano Zanin, do STF, encerrou essa disputa ao determinar que Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, permanece como governador em exercício até que o tribunal decida o formato das eleições — mantendo o Executivo fluminense nas mãos de um magistrado, não de um político.

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira coloca Eduardo Paes em posição confortável para vencer a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, potencialmente já no primeiro turno. O ex-prefeito, filiado ao PSD e aliado do presidente Lula, aparece com intenções de voto que variam entre 34% e 40%, dependendo do cenário testado, enquanto Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa estadual e apoiado pelo ex-governador Cláudio Castro, marca entre 9% e 11%.

Este é o primeiro levantamento da Quaest para medir o clima eleitoral fluminense em 2026. O instituto ouviu 1.200 eleitores entre 21 e 25 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RJ-00613/2026. Quando testados todos os nomes em um cenário de primeiro turno, Paes fica com 34%, Ruas com 9%, Anthony Garotinho (Republicanos) com 8%, Wilson Witzel (DC) com 3%, e os demais candidatos com 2% ou menos. Sem Garotinho na disputa, Paes sobe para 40% e Ruas para 10%. Em um terceiro cenário, sem Garotinho e Witzel, o ex-prefeito marca 39% contra 11% de Ruas.

Em um eventual segundo turno, a vantagem de Paes se amplia significativamente. Ele venceria Ruas por 49% a 16%, uma diferença de 33 pontos percentuais que ilustra a dificuldade do presidente da Alerj em expandir sua base de apoio. O resultado reforça a posição do candidato alinhado com Lula diante do apoio que Ruas recebe do ex-governador Castro e do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

O levantamento também revela um eleitorado ainda em processo de formação. Para 39% dos fluminenses, a decisão sobre quem apoiar para governador já é definitiva. Contudo, 59% afirmam que ainda podem mudar de ideia caso algo aconteça durante a campanha. Na sondagem espontânea, quando os nomes não são apresentados previamente aos entrevistados, Paes aparece com apenas 8% das menções, Ruas com 2%, e 87% dos eleitores permanecem indecisos. Essa diferença entre o resultado estimulado e o espontâneo sugere que a campanha ainda tem espaço para movimentações.

A disputa ocorre em meio a uma crise institucional no estado. Desde março, quando Cláudio Castro renunciou ao governo na véspera de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico na campanha de 2022, os grupos de Paes e Ruas passaram a disputar o controle da máquina estadual. Ruas, apoiado por partidos que formavam a base de Castro, tentou assumir o governo interinamente para ganhar exposição e acesso à estrutura administrativa antes da eleição. Paes, por sua vez, pressionou para que o eleitorado fluminense escolhesse diretamente um governador interino.

Na sexta-feira passada, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, deve continuar como governador em exercício até a conclusão do julgamento sobre o formato das eleições para o Executivo estadual. Zanin afirmou que a eleição de Ruas para a presidência da Alerj não altera a decisão do STF de manter Couto no cargo. A decisão encerra, ao menos por enquanto, a disputa pelo governo interino e mantém a estrutura administrativa sob comando de um magistrado, não de um político.

59% dos fluminenses afirmam que ainda podem mudar de ideia caso algo aconteça
— Pesquisa Quaest
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