Num fim de semana comum de abril, em uma praça do Barreiro, em Belo Horizonte, um intervalo de poucos minutos bastou para romper a confiança que deveria proteger uma criança de pouco mais de um ano. Um homem de 50 anos, padrasto da menina, foi preso sob suspeita de abuso sexual, num caso que expõe quão frágil é a vigilância de um adulto por instantes e quão importante é a palavra de uma mãe que decidiu não se calar. Até agora, a verdade está em suspenso entre a negativa do acusado e os exames feitos na criança, cabendo à Polícia Civil separar o que se confirma do que apenas foi dito.
Padrasto é preso suspeito de abusar sexualmente de enteada de 1 ano e 8 meses em praça do Barreiro
Foi o tempo de ir comprar um lanche.
O que de fato aconteceu na praça, segundo o que foi divulgado?
A mãe deixou a filha de 1 ano e 8 meses com o padrasto por alguns minutos para comprar um lanche. Quando voltou, a menina chorava muito e tinha sangue na região íntima.
E o homem, o que disse?
Negou o crime. O boletim registra que ele também tinha sangue nas mãos. Mesmo com a negativa, ela chamou a Polícia Militar.
Vale separar o que é confirmado do que é relato. O boletim de ocorrência reproduz o que a mãe contou. Não há, no material, laudo nem conclusão da investigação.
A criança passou por exames, certo?
Sim, foi levada para fazer exames. Mas não se sabe o resultado nem como ela está.
Exato. Isso é uma lacuna importante: sem os resultados, não dá para dizer o que os exames mostraram.
E a fuga?
Ele sumiu depois do crime e foi preso na segunda-feira, quando tentava viajar para o interior de Minas.
Ele alega que fugiu porque criminosos da região queriam matá-lo. É a versão dele, sem confirmação no texto. Também não sabemos se foi preso em flagrante ou por mandado.
Der Puls
- Uma mãe volta de um simples lanche e encontra a filha chorando, com sangue na região íntima, num susto que vira alarme imediato.
- O suspeito nega tudo, mas as mãos ensanguentadas e o desaparecimento logo após os fatos aumentam a tensão em torno dele.
- A Polícia Militar é acionada e a criança segue para exames médicos, enquanto a família enfrenta a espera por respostas.
- Após três dias foragido, o homem é localizado quando tentava deixar Belo Horizonte, e agora o caso segue para a Polícia Civil, que deve esclarecer os fatos.
Num fim de semana comum de abril, em uma praça do Barreiro, em Belo Horizonte, um intervalo de poucos minutos bastou para romper a confiança que deveria proteger uma criança de pouco mais de um ano. Um homem de 50 anos, padrasto da menina, foi preso sob suspeita de abuso sexual, num caso que expõe quão frágil é a vigilância de um adulto por instantes e quão importante é a palavra de uma mãe que decidiu não se calar. Até agora, a verdade está em suspenso entre a negativa do acusado e os exames feitos na criança, cabendo à Polícia Civil separar o que se confirma do que apenas foi dito.
Na sexta-feira, 9 de abril, na praça Modestino Sales Barbosa, conhecida como praça da Febém, no Barreiro, uma mulher deixou a filha de 1 ano e 8 meses com o padrasto da menina por alguns minutos, o tempo de ir comprar um lanche. Ao voltar, encontrou a criança chorando muito e com sangue na região íntima. O homem, de 50 anos, tinha sangue nas mãos.
A mãe o questionou, e ele negou qualquer crime. Mesmo assim, ela acionou a Polícia Militar e registrou a ocorrência. A menina foi levada para exames, e a reportagem não divulga os resultados nem o estado de saúde dela.
O suspeito sumiu logo depois. Pretendia viajar para o interior de Minas Gerais na segunda-feira, quando foi preso pela polícia, que o encaminhou à Polícia Civil. Ele afirma que fugiu por temer ser morto por criminosos da região, versão que não tem confirmação em outras fontes.
Até agora, a negativa do acusado, o relato da mãe e os exames da criança são os elementos centrais do caso. Cabe à Polícia Civil esclarecer as circunstâncias e apurar se o relato se confirma.
Na sexta-feira (9), na praça Modestino Sales Barbosa, conhecida como praça da Febém, no bairro Flávio Marques Lisboa, região do Barreiro, em Belo Horizonte, uma mulher deixou a filha de 1 ano e 8 meses com o padrasto da menina por alguns minutos. Foi o tempo de ir comprar um lanche. Na segunda-feira (12), um homem de 50 anos, o padrasto, foi preso suspeito de ter abusado sexualmente da criança nesse intervalo.
O relato consta no boletim de ocorrência e partiu da mãe. Ela contou que, ao voltar, encontrou a filha chorando muito e com sangue na região íntima. O homem, segundo o registro, também tinha sangue nas mãos.
A mulher o questionou, e ele negou o crime. Mesmo assim, ela decidiu acionar a Polícia Militar e registrar a ocorrência. A criança foi levada para fazer exames. A reportagem não detalha os resultados nem o estado de saúde da menina.
Depois do episódio, o suspeito desapareceu. Segundo as informações apuradas, ele pretendia ir para o interior de Minas Gerais na segunda-feira, três dias depois dos fatos. A polícia o encontrou quando tentava viajar. Foi preso e encaminhado à Polícia Civil.
Sobre a fuga, o homem apresentou uma explicação própria: disse que sumiu porque criminosos da região, ao saberem do caso, quiseram matá-lo. Essa é a versão do suspeito, e o texto não traz confirmação dela por outras fontes.
Pelo que se sabe até agora, a negativa do suspeito, a versão da mãe e os exames feitos na criança são os elementos centrais do caso. Cabe à Polícia Civil esclarecer as circunstâncias do crime e dizer se o que foi relatado se confirma.
Bemerkenswerte Zitate
O suspeito negou o crime e disse que fugiu porque criminosos da região quiseram matá-lo ao saber do caso.— Suspeito, conforme relato da reportagem