Em ano de eleição presidencial, o governo Lula mobilizou quase R$ 200 bilhões em medidas econômicas — de transferências de renda a subsídios de combustíveis —, enquanto a equipe econômica insiste que responsabilidade fiscal e motivação política são categorias distintas. O pacote cresceu de R$ 144 bilhões em maio para R$ 193,8 bilhões em setembro, acompanhando o calendário eleitoral com uma regularidade que poucos observadores consideram coincidência. A história que se desenha é antiga: governos que distribuem recursos quando o povo vai às urnas, deixando para o futuro a conta do que foi promet