Outubro terá chuvas acima da média no Sudeste, mas com temperaturas elevadas

Alertas de perigo para onda de calor e tempestade afetam populações em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Umidade em 21%, bem abaixo dos 60% recomendados pela OMS
São Paulo enfrenta condições extremas de ressecamento do ar durante a oitava onda de calor do ano.
Mark

Por que essa combinação de chuva acima da média e calor extremo é tão incomum?

Mimi

Outubro costuma ser uma transição entre a seca do inverno e as chuvas da primavera. O que temos aqui é essa transição acontecendo de forma muito abrupta — calor intenso no início do mês, depois chuvas mais regulares. É como se o padrão climático estivesse acelerado.

Luke

Mas precisamos ser claros: o Inmet está prevendo chuvas acima da média para outubro como um todo. Isso não significa que o mês inteiro será chuvoso. A primeira semana ainda será seca, e o calor extremo está concentrado nesses primeiros dias.

Mark

E quanto àquele contraste com setembro? Por que setembro foi tão seco?

Mimi

Setembro terminou com apenas 15,8 milímetros de chuva em São Paulo, quando a média é 68,5 milímetros. Isso deixou o solo ressecado e a atmosfera muito seca — exatamente as condições que alimentam ondas de calor intensas como a que estamos vendo agora.

Luke

Vale notar que essa medição é específica para São Paulo, feita no Mirante de Santana. Outras regiões podem ter tido padrões diferentes em setembro.

Mark

A umidade do ar em 21% é realmente perigosa?

Mimi

A OMS estabelece que abaixo de 60% já não é adequado para a saúde. Em 21%, estamos em um nível que pode causar desconforto respiratório, ressecamento de mucosas, e aumenta o risco de incêndios florestais. É um cenário de alerta legítimo.

Luke

Essa medição também foi feita no Mirante de Santana em um horário específico — 14h na terça-feira. A umidade varia ao longo do dia e da cidade. Mas sim, 21% é extremamente baixo.

Mark

E o que esperar depois que a frente fria chegar?

Mimi

A queda será dramática. De 36°C na quarta para 21°C na quinta é uma mudança de padrão real. A frente fria traz chuva, vento e ar mais úmido, quebrando completamente o ciclo de calor extremo.

Luke

Isso é a previsão para quinta-feira. Precisamos ver se a frente fria chega conforme esperado e se a queda de temperatura se confirma. Mas sim, é um alívio esperado.

  • São Paulo enfrenta a oitava onda de calor de 2024, com 33,8°C e umidade relativa de apenas 21% — menos de um terço do mínimo recomendado pela OMS.
  • O Inmet emitiu alertas de perigo potencial para calor extremo em São Paulo, Minas Gerais e todo o Centro-Oeste, enquanto Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão sob alerta de grande perigo para tempestades.
  • Setembro encerrou com apenas 15,8 mm de chuva em São Paulo, menos de um quarto da média histórica, aprofundando a seca que antecede a virada climática prevista.
  • Uma frente fria deve chegar ao litoral paulista na quarta-feira à noite, derrubando a máxima de 36°C para apenas 21°C na quinta-feira — queda de cerca de 15 graus em menos de 24 horas.
  • Apesar das chuvas previstas para o Sudeste e parte do Sul, vastas regiões do Nordeste, norte de Minas e estados do Centro-Norte seguirão com precipitação abaixo do normal ao longo de outubro.

Outubro chega ao Sudeste brasileiro carregando ao mesmo tempo o fardo do calor extremo e a promessa de chuvas acima da média — uma contradição que revela a complexidade crescente do clima no país. São Paulo vive sua oitava onda de calor do ano, com umidade do ar em níveis que a ciência considera prejudiciais à saúde, enquanto o Inmet aponta que o mesmo mês trará precipitações superiores ao normal para a região. É como se o céu hesitasse entre dois extremos antes de encontrar seu caminho.

Outubro começou em São Paulo sob uma onda de calor — a oitava do ano. Na primeira terça-feira do mês, o termômetro chegou a 33,8°C no Mirante de Santana, zona norte da cidade, enquanto a umidade relativa do ar despencava para 21%, muito abaixo dos 60% considerados adequados pela Organização Mundial da Saúde. O Inmet emitiu alerta de perigo potencial para calor extremo cobrindo São Paulo, Minas Gerais e o Centro-Oeste, com validade até quarta-feira.

O paradoxo é que o próprio Inmet prevê, para o restante de outubro, chuvas acima da média justamente no Sudeste — incluindo São Paulo, Minas Gerais e o sul do Rio de Janeiro — além de Mato Grosso do Sul e boa parte do Sul do país. Setembro havia encerrado com apenas 15,8 mm de precipitação em São Paulo, menos de um quarto da média histórica de 68,5 mm, segundo dados da prefeitura.

As chuvas devem retornar gradualmente na primeira semana e ganhar regularidade a partir da segunda quinzena, sobretudo no interior do país. No Sul, o Inmet emitiu alertas de grande perigo para tempestades, indicando que quando as chuvas chegarem, virão com força. Já o Nordeste, o norte de Minas e estados como Mato Grosso, Tocantins e Pará devem permanecer com precipitação abaixo do normal.

O alívio imediato para São Paulo está previsto para a quarta-feira à noite, quando uma frente fria atingirá o litoral. A máxima de quarta ainda deve chegar a 36°C, mas na quinta-feira o termômetro não deve ultrapassar 21°C — uma queda de cerca de 15 graus que marcará o fim desta onda de calor, embora temperaturas acima da média devam persistir em outras regiões ao longo do mês.

O mês de outubro chegou a São Paulo sob o peso de uma onda de calor — a oitava do ano. Na terça-feira em que outubro começou, o termômetro marcou 33,8°C na estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte da cidade. Mas o que torna este início de mês particularmente áspero não é apenas o calor: a umidade relativa do ar caiu para 21%, bem abaixo dos 60% que a Organização Mundial da Saúde considera adequado para a saúde humana. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta de perigo potencial para onda de calor que se estende até a quarta-feira, cobrindo São Paulo, Minas Gerais e todo o Centro-Oeste.

Este cenário de calor extremo contrasta dramaticamente com o que o próprio Inmet prevê para o restante de outubro. A instituição federal aponta que o mês trará chuvas acima da média para o Sudeste — incluindo São Paulo, Minas Gerais e a porção sul do Rio de Janeiro — bem como para Mato Grosso do Sul e grande parte da região Sul. A mudança é notável quando se considera setembro, que terminou com apenas 15,8 milímetros de chuva em São Paulo, menos de um quarto da média histórica de 68,5 milímetros para o período, conforme dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da prefeitura.

As chuvas devem retornar de forma gradativa durante a primeira semana de outubro, mas ganharão regularidade a partir da segunda quinzena, especialmente na região central do país. O Inmet também registrou que o sudoeste do Amazonas e do Pará, além do norte de Rondônia, devem receber precipitação ligeiramente acima da média. Porém, grande parte do Nordeste, o norte de Minas Gerais e de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará enfrentarão chuvas próximas ou abaixo do normal climatológico.

O paradoxo de outubro é que, apesar das chuvas previstas, o mês permanecerá seco em vastas áreas do país, com temperaturas consistentemente acima da média. Mato Grosso, oeste da Bahia, Piauí e Maranhão devem enfrentar dias de calor em excesso. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Inmet emitiu alertas de grande perigo para tempestade, sinalizando que quando as chuvas chegarem, virão com intensidade.

O alívio para São Paulo deve chegar na quarta-feira à noite, quando uma frente fria atingirá o litoral, trazendo chuva e reduzindo significativamente as temperaturas. A máxima prevista para quarta é de 36°C — ainda elevada — mas na quinta-feira o termômetro não deve ultrapassar 21°C, uma queda de aproximadamente 15 graus. Este resfriamento marcará o fim da onda de calor que dominou o início do mês, embora o padrão de temperaturas acima da média deva persistir em outras regiões do país ao longo de outubro.

Chuvas retornam de forma gradativa na primeira semana de outubro, porém a partir da segunda metade do mês serão mais regulares na região central do país
— Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)
Contáctanos FAQ