A cada outubro, o rosa toma as ruas como um lembrete de que o corpo feminino merece atenção — mas os profissionais de saúde insistem que a vigilância não pode ser sazonal. Em Mato Grosso do Sul, 740 casos de câncer de mama foram registrados pelo SUS em 2024, e a queda nos exames de rastreamento no ano seguinte levanta perguntas sobre acesso e continuidade. A campanha Outubro Rosa existe não para concentrar o cuidado em um mês, mas para lembrar que ele pertence a todos os outros onze.
Outubro Rosa reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama
Cuidar da saúde das mamas é um compromisso de todos os meses
Por que os números de mamografias caíram entre 2024 e 2025 em Mato Grosso do Sul?
A fonte não explica a razão da queda. Sabemos que foram feitas 50.459 exames em 2024 e 40.461 em 2025, mas o material não diz se foi por falta de demanda, problemas de acesso, mudanças nas recomendações ou algo mais.
Exatamente. Essa é uma queda significativa — quase 20% — e merecia investigação. Pode ser que menos mulheres tenham procurado, ou que menos unidades estejam oferecendo. Não sabemos.
A campanha do Outubro Rosa realmente funciona para mudar comportamentos?
A reportagem não avalia efetividade. O que ela faz é reforçar que a SES quer que o cuidado seja permanente, não apenas em outubro. A campanha amplifica a visibilidade, mas o desafio real é manter a atenção durante todo o ano.
E não há dados aqui sobre se campanhas anteriores mudaram taxas de detecção precoce ou mortalidade. Estamos vendo números de casos e exames, mas não sabemos se as pessoas estão sendo diagnosticadas mais cedo ou se os resultados melhoraram.
Qual é o público-alvo prioritário para mamografia?
Mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, segundo o Ministério da Saúde. Mulheres de 40 a 49 podem acessar, mas não são prioridade no rastreamento organizado. E qualquer mulher com sinais suspeitos deve procurar avaliação imediatamente, independentemente da idade.
Isso é claro na fonte. Mas vale notar que mulheres mais jovens ou com fatores de risco específicos podem ter recomendações diferentes — a fonte menciona que a equipe de saúde deve considerar história familiar e necessidades individuais, mas não detalha como isso funciona na prática.
Quais são os sinais de alerta que uma mulher deve reconhecer?
Nódulo endurecido, fixo e indolor; alterações na pele como vermelhidão ou retração; mudanças no mamilo; saída espontânea de líquido; nódulos nas axilas. A fonte deixa claro que nem toda alteração é câncer, mas qualquer mudança suspeita merece avaliação profissional.
A fonte lista os sinais, mas não diz com que frequência eles aparecem, qual é mais comum, ou qual é mais preocupante. Também não há informação sobre quanto tempo uma mulher deve esperar antes de procurar ajuda — é imediato ou pode aguardar alguns dias?
Homens podem ter câncer de mama?
Sim, embora seja raro. A SES menciona isso especificamente, provavelmente porque muitas pessoas não sabem. Mas a reportagem não oferece números ou contexto sobre a frequência em homens.
Correto. Sabemos que é "raro", mas não sabemos se significa 1% dos casos ou 0,1%. Também não sabemos se as recomendações de rastreamento ou autoconhecimento são diferentes para homens.
Il Polso
- A queda de 50.459 para 40.461 mamografias realizadas no estado entre 2024 e 2025 acende um alerta sobre descontinuidade no rastreamento.
- Mulheres entre 50 e 74 anos têm direito à mamografia gratuita pelo SUS a cada dois anos, mas muitas ainda não acessam o exame dentro do prazo recomendado.
- Sinais como nódulos endurecidos, alterações na pele e saída de líquido pelo mamilo exigem avaliação imediata — independentemente da idade ou do histórico familiar.
- A Secretaria de Estado de Saúde reforça que hábitos como alimentação equilibrada, atividade física e ausência de tabagismo e álcool reduzem o risco, mas não eliminam a necessidade de acompanhamento.
- Gestores de saúde alertam: o autoconhecimento do corpo é ferramenta de vigilância, mas não substitui a avaliação profissional nem os exames periódicos indicados.
A cada outubro, o rosa toma as ruas como um lembrete de que o corpo feminino merece atenção — mas os profissionais de saúde insistem que a vigilância não pode ser sazonal. Em Mato Grosso do Sul, 740 casos de câncer de mama foram registrados pelo SUS em 2024, e a queda nos exames de rastreamento no ano seguinte levanta perguntas sobre acesso e continuidade. A campanha Outubro Rosa existe não para concentrar o cuidado em um mês, mas para lembrar que ele pertence a todos os outros onze.
A saúde das mamas começa nas escolhas cotidianas — no que se come, no movimento do corpo, na decisão de não fumar ou beber. O Outubro Rosa amplifica essa mensagem, mas o que os profissionais de saúde querem deixar claro é que outubro é apenas um mês em doze. O cuidado precisa ser permanente.
Em Mato Grosso do Sul, o SUS registrou 740 casos de câncer de mama em 2024, número que caiu para 502 em 2025. No mesmo período, as mamografias bilaterais realizadas em mulheres de 50 a 74 anos recuaram de 50.459 para 40.461. A queda em ambas as métricas levanta questões sobre acesso e continuidade do rastreamento no estado.
Michele Martins, gerente de Atenção à Oncologia da SES, é direta: cuidar das mamas é um compromisso anual, que envolve hábitos saudáveis, autoconhecimento e busca por atendimento sempre que algo muda. O Ministério da Saúde recomenda mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Mulheres entre 40 e 49 anos podem acessar o exame pelo SUS mediante decisão compartilhada com o profissional de saúde, mas essa faixa não é prioridade no rastreamento organizado. Quando há sintomas, porém, a avaliação deve ser imediata — sem esperar a idade recomendada.
Conhecer o próprio corpo é uma forma de vigilância. Nódulo endurecido e fixo, alterações na pele, mudanças no mamilo, saída espontânea de líquido e nódulos nas axilas são sinais que merecem avaliação profissional. Nem toda alteração é câncer, mas nenhuma mudança suspeita deve ser ignorada. A SES lembra ainda que, embora raro, o câncer de mama também pode ocorrer em homens. O que permanece verdadeiro para todos é que a atenção deve ser contínua — o rosa de outubro só faz sentido se o cuidado durar o ano inteiro.
A saúde das mamas não se resume a exames ou consultas quando algo já dói. Ela começa muito antes, nas escolhas que uma mulher faz todos os dias — no que come, se se move, se fuma, se bebe. Durante o Outubro Rosa, essa mensagem ganha volume, mas a verdade que os profissionais de saúde querem que você entenda é que outubro é apenas um mês em doze. O cuidado precisa ser permanente.
Em Mato Grosso do Sul, o Sistema Único de Saúde registrou 740 casos de câncer de mama em 2024. No ano seguinte, esse número caiu para 502. Os dados vêm dos próprios sistemas de informação do SUS, que acompanha tanto os diagnósticos quanto a realização de exames de rastreamento. Em 2024, foram feitas 50.459 mamografias bilaterais em mulheres de 50 a 74 anos no estado. Em 2025, esse número diminuiu para 40.461 exames na mesma faixa etária. A queda em ambas as métricas levanta questões sobre acesso e continuidade do rastreamento.
A Secretaria de Estado de Saúde enfatiza que a atenção às mamas envolve informação, hábitos saudáveis, reconhecimento de alterações e acesso real aos serviços. Michele Martins, gerente de Atenção à Oncologia da SES, reforça que esse cuidado não pode ser sazonal. "Cuidar da saúde das mamas é um compromisso que precisa estar presente durante todo o ano. Isso envolve adotar hábitos saudáveis, conhecer o próprio corpo, estar atenta a possíveis alterações e procurar uma unidade de saúde sempre que necessário", afirma. A mamografia, quando realizada conforme as recomendações, é uma ferramenta importante, mas a informação e o acesso aos serviços são o que realmente permite que cada mulher cuide de si com segurança.
Os hábitos que reduzem risco são conhecidos: manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação equilibrada, evitar bebidas alcoólicas e não fumar. Mas nem tudo está sob controle. O envelhecimento e certos aspectos da história reprodutiva de uma mulher — quantos filhos teve, quando menstruou, quando entrou na menopausa — influenciam o risco. O histórico familiar de câncer de mama ou ovário, especialmente entre parentes de primeiro grau, merece atenção particular. Ainda assim, ter esses fatores não garante que a doença se desenvolverá. Da mesma forma, mulheres sem histórico familiar ou fatores de risco conhecidos também podem ter câncer de mama. Por isso o acompanhamento contínuo importa.
O Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos de risco habitual. Mulheres de 40 a 49 anos podem acessar o exame pelo SUS mediante demanda e decisão compartilhada com o profissional, considerando benefícios e riscos — mas essa faixa etária não é prioridade no rastreamento organizado. O importante é diferenciar rastreamento de investigação: quando há sinais ou sintomas, a mulher deve procurar avaliação imediatamente, independentemente da idade, sem esperar chegar à faixa recomendada. Angélica Congro, superintendente de Atenção à Saúde da SES, destaca que as mulheres devem conhecer essas orientações e procurar uma unidade de saúde para esclarecer dúvidas. "Nosso objetivo é ampliar o acesso à informação e reforçar que a atenção à saúde das mamas deve fazer parte da rotina durante todo o ano."
Conhecer o próprio corpo é outra forma de vigilância. Sinais que merecem avaliação incluem nódulo endurecido, fixo e geralmente indolor; alterações na pele como vermelhidão, retração ou aspecto de casca de laranja; mudanças no mamilo; saída espontânea de líquido pelo mamilo; e nódulos nas axilas. Nem toda alteração é câncer, mas diante de uma mudança suspeita, procurar uma unidade de saúde para avaliação é essencial. O autoconhecimento ajuda a perceber mudanças, mas não substitui a avaliação profissional nem os exames recomendados para cada idade.
A SES também lembra que, embora raro, o câncer de mama pode ocorrer em homens. A ausência de sintomas ou histórico familiar não elimina a possibilidade de desenvolver a doença. O que permanece verdadeiro é que a atenção deve ser contínua — hábitos saudáveis, exames indicados, busca por atendimento diante de alterações. Outubro Rosa amplifica a conversa, mas a saúde das mamas é um cuidado de todos os meses.
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Cuidar da saúde das mamas é um compromisso que precisa estar presente durante todo o ano. Isso envolve adotar hábitos saudáveis, conhecer o próprio corpo, estar atenta a possíveis alterações e procurar uma unidade de saúde sempre que necessário.— Michele Martins, gerente de Atenção à Oncologia da SES
Nosso objetivo é ampliar o acesso à informação e reforçar que a atenção à saúde das mamas deve fazer parte da rotina durante todo o ano.— Angélica Congro, superintendente de Atenção à Saúde da SES