Ouro sobe com esperança de diálogo entre EUA e Irã e reverte parte das perdas recentes

O caminho de menor resistência para o ouro é de queda
A Forex.com avalia que, com os US$ 4.000 rompidos na semana passada, a recuperação pode ser frágil.
Mark

Por que o ouro subiu justo quando o clima de guerra parece esfriar? Não deveria ser o contrário?

Mimi

Normalmente o ouro é refúgio em tempos de tensão. Mas aqui o texto mostra outro efeito: com o petróleo caindo mais de 7%, os ativos de risco se recuperaram e o metal foi junto.

Luke

Vale notar que essa leitura é da Forex.com. A corretora diz que a queda das tensões "ajudou" o ouro, mas não há como isolar essa causa de outras num único pregão.

Mark

E o que os dois governos de fato disseram?

Mimi

O porta-voz iraniano, Esmail Baghaei, falou em um plano de dois dias para reabrir Ormuz e retomar as conversas nucleares, mas condicionado a ações de Washington. Trump mostrou abertura, sem prometer conclusão, e repetiu que Teerã não pode ter armas nucleares.

Luke

Ou seja, são sinalizações, não um acordo. Nada no material indica negociação marcada ou termos definidos.

Mark

Então por que analistas ainda falam em queda?

Mimi

Por causa dos juros. Juros mais altos prejudicam metais preciosos, e o patamar de US$ 4.000 foi rompido na semana passada.

Luke

Essa projeção de queda é opinião da Forex.com, não fato. E a previsão do ING de que o payroll não mudará o quadro para dezembro também é uma avaliação, com a ressalva do "absolutamente desastroso".

Mark

O que fica em aberto?

Mimi

O payroll de outubro, no fim da semana, e se o diálogo entre EUA e Irã vira algo concreto.

Luke

E o texto não diz quanto da alta de 1,81% veio de cada fator. Isso continua desconhecido.

  • O ouro para dezembro subiu 1,81%, para US$ 3.969,60 por onça-troy, enquanto a prata disparou 3,27%.
  • Sinais de diálogo entre EUA e Irã fizeram o petróleo cair mais de 7% e aliviaram a tensão nos mercados.
  • Investidores temem novas altas de juros do Fed, o que pesa contra metais que não rendem juros.
  • Com o ouro ainda abaixo de US$ 4.000, o payroll de outubro se torna o próximo teste para a recuperação.

Num dia de alívio passageiro, o ouro voltou a subir porque surgiram sinais, de Washington e de Teerã, de que a guerra no Oriente Médio poderia ter uma saída negociada. Como tantas vezes na história dos metais preciosos, o refúgio ganha força quando o medo recua, mas essa mesma calma pode esconder outra preocupação: juros que sobem e tornam o metal menos atraente. O movimento, portanto, é uma trégua entre dois ventos contrários, e o que vem a seguir depende de a diplomacia sair das palavras e do que o relatório de emprego revelar sobre o rumo do Federal Reserve.

O ouro fechou em alta nesta segunda-feira, 2, recuperando parte das perdas recentes. O impulso veio do otimismo com uma possível saída negociada para a guerra no Oriente Médio, após sinais de diálogo tanto de Washington quanto de Teerã.

Na Comex, o contrato de ouro para dezembro subiu 1,81%, a US$ 3.969,60 por onça-troy, e a prata avançou 3,27%, a US$ 50,888. O porta-voz iraniano Esmail Baghaei falou em um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares, condicionado às ações dos EUA. O presidente Donald Trump se mostrou aberto ao diálogo, mas reiterou que o Irã não pode ter armas nucleares.

O alívio geopolítico derrubou o petróleo em mais de 7% e reanimou os ativos de risco. Ainda assim, a Forex.com lembra que os investidores de metais seguem apreensivos com novas altas de juros, e que o ouro perdeu o patamar de US$ 4.000 na semana passada, o que mantém a leitura de queda como caminho de menor resistência.

Agora o mercado aguarda o payroll de outubro, que o ING acredita não deve mudar o cenário de aperto do Fed em dezembro, a menos que seja "absolutamente desastroso". O destino do ouro dependerá de duas coisas: se o diálogo entre EUA e Irã avança além das declarações e como o emprego americano influencia as apostas sobre os juros.

O ouro fechou em alta nesta segunda-feira, 2, e recuperou uma parte das perdas acumuladas nos últimos dias. O motor do movimento foi o otimismo com uma possível saída negociada para a guerra no Oriente Médio, depois de sinais de diálogo vindos tanto de Washington quanto de Teerã.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro encerrou com valorização de 1,81%, a US$ 3.969,60 por onça-troy. A prata para o mesmo vencimento foi além: subiu 3,27% e chegou a US$ 50,888 por onça-troy.

Os sinais políticos vieram de dois lados. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, citou um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os Estados Unidos. Ele condicionou o cenário às ações de Washington. O presidente americano, Donald Trump, mostrou abertura para negociar, mas não deixou em aberto uma possível conclusão do processo, e voltou a dizer que o Irã não pode ter armas nucleares.

O arrefecimento das tensões teve efeito imediato sobre outros mercados. O petróleo caiu mais de 7%, e os ativos de risco se recuperaram. Segundo análise da corretora Forex.com, isso "claramente também ajudou" o metal precioso.

O alívio, porém, convive com uma preocupação de fundo. A própria Forex.com observou que os investidores em metais preciosos seguem receosos com a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros, um cenário desfavorável para esses ativos. A corretora lembrou ainda que o patamar de US$ 4.000 foi rompido na semana passada. Por isso, avaliou, o caminho de menor resistência para o ouro é de queda.

O mercado, portanto, olha para o Federal Reserve (Fed) e aguarda o payroll, o principal relatório de emprego dos Estados Unidos, que será divulgado no fim desta semana e se refere a outubro. Para o ING, o dado não deve mudar o cenário de aperto monetário na reunião de dezembro do Fed, a menos que seja, nas palavras do banco, "absolutamente desastroso".

O que se acompanha daqui em diante é a combinação de dois fatores: se o diálogo entre EUA e Irã avança além das declarações e como o payroll influencia as apostas sobre os juros. Com o ouro ainda abaixo dos US$ 4.000, a recuperação desta segunda-feira passa por esse teste.

O patamar de US$ 4.000 foi rompido na semana passada; o caminho de menor resistência para o ouro é de queda.
— Forex.com, em relatório
O payroll não deve alterar o cenário de aperto monetário em dezembro, a menos que seja absolutamente desastroso.
— ING
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