No dia 15 de setembro, o Mar Báltico tornou-se palco de dois incidentes militares simultâneos que revelam até que ponto a fronteira entre dissuasão e confronto direto foi estreitada: a Otan abateu um drone no espaço aéreo lituano, enquanto uma fragata russa disparou sinalizadores contra um helicóptero dinamarquês em águas internacionais. Esses episódios não são anomalias — são sintomas de uma ordem de segurança regional que se fragmenta lentamente, onde cada ação defensiva de um lado é lida como provocação pelo outro. O Báltico, outrora corredor de comércio e cooperação, consolida-se como o te