Há um tipo de fragilidade que não se anuncia: o osso vai perdendo densidade durante anos, em silêncio, até que um gesto banal, como levantar um saco de compras ou sofrer uma queda ligeira, revela o que já estava a acontecer. Em Portugal, milhares de pessoas acima dos 50 anos vivem com osteoporose sem o saber, e muitas fraturas vertebrais são atribuídas ao peso da idade. Miguel Carvalho, ortopedista, escreve para lembrar que a coluna, que sustenta e protege, merece ser vigiada antes de começar a pedir ajuda.
Osteoporose e coluna: proteger os ossos para manter a autonomia
Cuidar dos ossos hoje protege a liberdade de amanhã.
Porque é que este texto insiste tanto na palavra "silenciosa"?
Porque a osteoporose não dá sintomas até um osso partir. Cerca de dois terços das fraturas vertebrais passam despercebidas, pois a dor é posta na conta da idade ou da artrose.
Então a pessoa pode já ter fraturas sem saber?
É o que o autor descreve. E a primeira fratura aumenta cerca de cinco vezes o risco de outra.
Convém lembrar que isto é um artigo de opinião de um ortopedista. Os números, como os 22% das mulheres e 7% dos homens, ou as 52 000 fraturas por ano, aparecem sem fonte indicada no texto.
É verdade. Não sabemos de que estudo vêm, nem de que ano.
E o impacto no dia a dia?
Dor, perda de altura, curvatura da coluna, dificuldade em respirar e digerir. E o medo de cair faz as pessoas saírem menos, perdendo força e equilíbrio.
Aqui há uma cadeia de consequências descrita como geral. O texto não diz com que frequência cada uma acontece.
O que pode o leitor fazer?
Exercício, cálcio, vitamina D, casa segura e falar com o médico em situações de risco. A densitometria permite o diagnóstico.
E o sinal concreto: dor súbita nas costas depois dos 50 anos ou perda de altura justificam consulta.
Der Puls
- Cerca de dois terços das fraturas vertebrais passam despercebidas, porque a dor é confundida com idade ou artrose.
- Quem já fraturou uma vértebra tem cerca de cinco vezes mais risco de partir outra, o que transforma a primeira fratura num alarme urgente.
- Com várias fraturas, a coluna curva-se, a respiração e a digestão ficam comprometidas e o medo de cair afasta as pessoas de casa.
- A resposta passa por exercício de força e equilíbrio, cálcio, vitamina D, deixar de fumar, adaptar a casa e fazer densitometria óssea.
- Confirmada a doença, existem tratamentos eficazes que reduzem novas fraturas, desde que sejam seguidos com regularidade e acompanhamento médico.
Há um tipo de fragilidade que não se anuncia: o osso vai perdendo densidade durante anos, em silêncio, até que um gesto banal, como levantar um saco de compras ou sofrer uma queda ligeira, revela o que já estava a acontecer. Em Portugal, milhares de pessoas acima dos 50 anos vivem com osteoporose sem o saber, e muitas fraturas vertebrais são atribuídas ao peso da idade. Miguel Carvalho, ortopedista, escreve para lembrar que a coluna, que sustenta e protege, merece ser vigiada antes de começar a pedir ajuda.
Há gestos tão comuns que ninguém os associa ao risco: levantar um saco de compras, um espirro forte, uma queda pequena. Segundo o ortopedista Miguel Carvalho, do Lusíadas Saúde e membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas, num osso fragilizado qualquer um destes gestos pode bastar para partir uma vértebra. Num artigo de opinião, o médico explica que a coluna sustenta o corpo, protege a medula e permite andar, dobrar e manter a postura, e que quando adoece até tarefas simples passam a trazer dor e insegurança.
O osso é um tecido vivo, mas a partir dos 30 anos perde massa de forma lenta. Nas mulheres, a descida dos estrogénios depois da menopausa acelera esse processo. A osteoporose instala-se quando o osso se torna poroso e frágil, sem qualquer sintoma até ao dia em que parte, e por isso é chamada doença silenciosa. Em Portugal, cerca de 22% das mulheres e 7% dos homens com mais de 50 anos têm a doença, e ocorrem cerca de 52 000 fraturas de fragilidade por ano. As vértebras são as mais atingidas, e dois terços dessas fraturas passam despercebidas.
Quando uma vértebra cede, perde altura e fica em forma de cunha. Com várias fraturas, a coluna curva-se para a frente, a pessoa encolhe e a respiração e a digestão ficam dificultadas. O medo de cair leva muitos a sair menos de casa, e com isso perdem força, equilíbrio e confiança. A autonomia diminui e a dependência dos outros aumenta.
O autor defende que a prevenção começa na infância e nunca termina: exercício regular, sobretudo caminhadas e treino de força e equilíbrio, alimentação rica em cálcio, vitamina D em níveis adequados, abandono do tabaco, álcool moderado e uma casa adaptada, com boa iluminação, tapetes fixos e barras de apoio. A densitometria óssea confirma o diagnóstico, e os medicamentos disponíveis fortalecem o osso, desde que tomados com regularidade. O alerta final é simples: uma dor súbita nas costas depois dos 50 anos, ou uma perda de altura, merece uma consulta.
Há gestos tão comuns que ninguém os associa a um risco: levantar um saco de compras, dar um espirro forte, sofrer uma queda ligeira. Segundo o ortopedista Miguel Carvalho, do Lusíadas Saúde e membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas, qualquer um deles pode bastar para partir uma vértebra em quem tem os ossos fragilizados. O texto é um artigo de opinião, assinado pelo médico, e é a partir dessa posição que fala.
O ponto de partida é a função da coluna: sustenta o corpo, protege a medula e permite andar, dobrar, levantar pesos e manter a postura. Quando adoece, tarefas simples como vestir, cozinhar ou passear passam a trazer dor e insegurança.
O osso, lembra o autor, é um tecido vivo que se renova ao longo da vida. A massa óssea máxima é atingida por volta dos 30 anos e, daí em diante, perde-se osso de forma lenta e progressiva. Nas mulheres, a perda acelera depois da menopausa, com a descida dos estrogénios. A osteoporose surge quando o osso perde densidade e qualidade, tornando-se poroso e frágil. Não dá sintomas até ao dia em que um osso parte, e por isso é conhecida como "doença silenciosa".
Os números apresentados para Portugal: cerca de 22% das mulheres e 7% dos homens com mais de 50 anos têm osteoporose, e ocorrem por ano cerca de 52 000 fraturas de fragilidade. Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dessa idade venham a sofrer uma fratura por osteoporose. As vértebras são os ossos mais atingidos, e cerca de dois terços das fraturas vertebrais passam despercebidas, porque a dor é atribuída à idade ou à artrose.
Quando uma vértebra fratura, perde altura e fica em forma de cunha. A dor nas costas pode surgir de repente ou instalar-se aos poucos. Com várias fraturas, a coluna curva-se para a frente, a pessoa perde altura e desenvolve a chamada "corcunda". A dor limita o movimento, e a curvatura dificulta a respiração e a digestão. O medo de cair leva muitas pessoas a sair menos de casa, e com isso perdem força, equilíbrio e confiança. A autonomia diminui e a dependência de terceiros aumenta.
A primeira fratura vertebral é também um sinal de alarme: quem já partiu uma vértebra tem um risco cerca de cinco vezes maior de sofrer outra.
Sobre prevenção, o médico defende que começa na infância e se prolonga até ao fim da vida. Recomenda exercício regular, sobretudo caminhadas e treino de força e equilíbrio; alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte, queijo, peixe e vegetais de folha verde; níveis adequados de vitamina D, com exposição solar moderada e suplementos quando o médico os indicar; deixar de fumar e moderar o álcool; e adaptar a casa, com boa iluminação, tapetes fixos e barras de apoio na casa de banho. Aconselha ainda falar com o médico sobre o risco de osteoporose após a menopausa, depois dos 65 anos ou durante tratamentos prolongados com corticóides.
O diagnóstico faz-se com a densitometria óssea. Confirmada a doença, existem medicamentos eficazes que fortalecem o osso e reduzem o risco de novas fraturas, desde que o tratamento seja cumprido com regularidade e acompanhado pelo médico. O alerta final é prático: uma dor nas costas súbita depois dos 50 anos, ou uma perda de altura, merece avaliação médica.
Bemerkenswerte Zitate
Uma dor nas costas que surge de repente depois dos 50 anos merece avaliação médica; uma perda de altura também.— Miguel Carvalho, ortopedista no Lusíadas Saúde