Desde que o primeiro sonho de conectar terras separadas pela água tomou forma em concreto e aço, a engenharia de túneis submersos foi redefinindo o que significa distância. Do Canal da Mancha às Ilhas Faroé, passando pela China e pela Escandinávia, obras monumentais comprimiram horas em minutos e aproximaram povos antes separados por mares e baías. Agora, o Brasil se prepara para escrever seu próprio capítulo nessa história, com projetos no Rio de Janeiro e em Santos que prometem transformar a mobilidade urbana e reafirmar que o tempo, mais do que o espaço, é a verdadeira medida da distância.