A humanidade ergueu uma segunda atmosfera feita de metal e silício, e agora enfrenta os limites do espaço que nunca imaginou ser finito. Com mais de 34 mil objetos circulando a velocidades letais na órbita baixa da Terra, astrofísicos e engenheiros alertam que o limiar da operação segura foi ultrapassado — não por catástrofe súbita, mas pela acumulação silenciosa de décadas de lançamentos e colisões. O que está em jogo não é apenas a tecnologia que sustenta comunicações e navegação globais, mas a própria possibilidade de continuar explorando o espaço.