Em julho de 2026, a Vale — uma das maiores mineradoras do mundo — elegeu para a presidência de seu Conselho de Administração um nome alinhado ao governo Lula, encerrando uma disputa silenciosa que durou meses e que envolveu fundos de pensão estatais como instrumentos de pressão corporativa. O episódio reaviva uma tensão antiga na democracia brasileira: até onde o Estado pode estender sua influência sobre empresas privadas antes que o interesse público se converta em captura política? A oposição, evocando o fantasma da Petrobras e da Lava Jato, prepara uma CPI — não apenas para investigar a Val