A OpenAI, dona do ChatGPT, recuou na ambição de se avaliar: a meta caiu de US$ 1,4 trilhão para US$ 1,25 trilhão numa rodada de US$ 30 bilhões, depois que investidores hesitaram diante do preço inicial. O número ainda representa um salto de cerca de 50% sobre a avaliação atual, mas a hesitação revela um momento em que o entusiasmo pela inteligência artificial encontra limites, e em que o mercado passa a perguntar se o valor prometido cabe na realidade. O desfecho agora depende menos da empresa do que da próxima grande estreia da concorrente Anthropic na bolsa.
OpenAI reduz meta de avaliação para US$ 1,25 tri em nova rodada após resistência de investidores
Não houve corrida alguma, ao contrário de todas as apresentações anteriores
Em termos simples, o que mudou nesta rodada?
A OpenAI baixou a meta de avaliação de US$ 1,4 trilhão para US$ 1,25 trilhão, depois que alguns investidores resistiram ao número inicial. Ainda é quase 50% acima dos US$ 852 bilhões atuais.
Então é um recuo ou ainda uma vitória?
Os dois. O valor segue muito acima do atual, mas ficou abaixo do que foi mostrado aos clientes do Morgan Stanley no início do mês.
Vale separar o que está confirmado. Os US$ 1,25 trilhão vêm de pessoas a par do assunto, e a OpenAI não comentou. O acordo está em fase final, não fechado.
E por que a demanda esfriou?
As fontes citam cansaço após rodadas grandes, como os US$ 122 bilhões de março, e a vontade de esperar o IPO da Anthropic. Também há a queda das ações de tecnologia por dúvidas sobre a infraestrutura de IA bancada por dívida.
Essas são explicações de quem participou do processo, não uma medição. Quanto a demanda caiu, o texto não diz. Só que uma fonte falou em ausência de corrida.
Qual é o risco de a captação ficar menor?
A empresa dá até 30 de outubro para a adesão e admite que pode levantar menos de US$ 30 bilhões, conforme o interesse.
E o IPO da OpenAI no primeiro semestre de 2027 é a expectativa de uma pessoa próxima à empresa. Nenhuma data foi definida.
Il Polso
- A meta de avaliação foi reduzida de US$ 1,4 trilhão para US$ 1,25 trilhão após resistência de investidores.
- A demanda dos clientes de gestão de fortunas enfraqueceu, e nenhuma corrida se formou como nas rodadas anteriores.
- Ações de tecnologia dos EUA caem com dúvidas sobre a sustentabilidade do boom de infraestrutura de IA financiado por dívida.
- A captação segue em negociação, com prazo para adesão em 30 de outubro e valor final que pode ficar abaixo de US$ 30 bilhões.
- Investidores aguardam o IPO da Anthropic, previsto para o fim do ano, antes de se comprometer, e a OpenAI pode abrir capital no primeiro semestre de 2027.
A OpenAI, dona do ChatGPT, recuou na ambição de se avaliar: a meta caiu de US$ 1,4 trilhão para US$ 1,25 trilhão numa rodada de US$ 30 bilhões, depois que investidores hesitaram diante do preço inicial. O número ainda representa um salto de cerca de 50% sobre a avaliação atual, mas a hesitação revela um momento em que o entusiasmo pela inteligência artificial encontra limites, e em que o mercado passa a perguntar se o valor prometido cabe na realidade. O desfecho agora depende menos da empresa do que da próxima grande estreia da concorrente Anthropic na bolsa.
A OpenAI baixou o valor que pretende atribuir a si mesma na rodada de captação em andamento. Segundo o Financial Times, a empresa está nos estágios finais de um acordo que a avaliaria em US$ 1,25 trilhão, abaixo dos US$ 1,4 trilhão apresentados a investidores no início do mês. Esse número mais alto encontrou resistência e acabou sendo revisto.
A meta é levantar US$ 30 bilhões como ponte antes de uma possível abertura de capital, provavelmente no primeiro semestre de 2027, ainda sem data fixada. Mesmo reduzido, o valor representa um salto de quase 50% sobre a avaliação atual, de US$ 852 bilhões.
Nos bastidores, o clima mudou. Documentos mostram que Morgan Stanley e Dragoneer apresentaram a empresa a clientes com o patamar mais alto, mas a demanda veio mais fraca que em rodadas passadas. Alguns investidores, cansados após aportes recordes, preferem esperar pelo IPO da Anthropic, previsto para o fim do ano, para ver qual avaliação o mercado dará à rival.
O pano de fundo é um mercado em queda, com ações de tecnologia dos EUA pressionadas por dúvidas sobre o boom de infraestrutura de IA. Coatue e fundos dos Emirados negociam para liderar a rodada, que tem prazo de adesão até 30 de outubro e pode fechar com menos de US$ 30 bilhões.
A OpenAI baixou o valor que pretende atribuir a si mesma na rodada de captação em andamento. A dona do ChatGPT está nos estágios finais de um acordo que a avaliaria em US$ 1,25 trilhão (cerca de R$ 6,3 tri), segundo pessoas a par do assunto ouvidas pelo Financial Times. No início deste mês, o número apresentado a investidores era maior: US$ 1,4 trilhão (R$ 7 tri), valor que encontrou resistência de parte deles.
A conta ainda favorece a empresa. Os US$ 1,25 trilhão representam um salto de quase 50% sobre a avaliação atual, de US$ 852 bilhões (R$ 4,3 tri). A meta é levantar US$ 30 bilhões (R$ 151,5 bi) como uma espécie de "ponte" antes da abertura de capital, que, segundo uma pessoa próxima à companhia, deve ocorrer provavelmente no primeiro semestre de 2027, embora nenhuma data tenha sido fixada.
O valor de US$ 1,4 trilhão constava de documentos vistos pelo jornal. Nesses papéis, o Morgan Stanley e o fundo de tecnologia Dragoneer, de San Francisco, apresentavam a OpenAI aos clientes de gestão de fortunas do banco com avaliação pré-investimento nesse patamar. Várias pessoas a par do processo conduzido pelo Morgan Stanley disseram que a demanda estava mais fraca do que em ocasiões anteriores. Uma delas afirmou que não houve corrida alguma, ao contrário de todas as apresentações passadas.
Há mais de uma explicação para o arrefecimento. Alguns investidores estavam cansados depois de aportar pesadamente em rodadas anteriores: a OpenAI captou US$ 40 bilhões (R$ 202,1 bi) em março de 2025 e um valor recorde de US$ 122 bilhões em março deste ano. A rival Anthropic também levantou quase US$ 100 bilhões (R$ 505,2 bi) em 2026. Outros disseram ao FT que preferem esperar para ver qual avaliação a Anthropic obterá em seu IPO, previsto para o fim deste ano, antes de se comprometer com a concorrente.
O pano de fundo é um mercado em baixa. A redução da meta ocorre em meio a uma forte queda das ações de tecnologia dos Estados Unidos, alimentada por preocupações crescentes com a sustentabilidade do boom de infraestrutura de IA financiado por dívida.
Sobre a rodada em si, uma das fontes disse que o grupo americano Coatue e fundos dos Emirados Árabes Unidos negociavam para liderá-la. O acordo também daria à OpenAI direito de preferência sobre a nova capacidade computacional desenvolvida por seus parceiros nos Emirados. Os potenciais investidores têm até 30 de outubro para aderir, e a empresa pode acabar levantando menos de US$ 30 bilhões, dependendo do interesse. A OpenAI não quis comentar, e a Coatue não respondeu de imediato. Na quinta-feira (22), a CNBC informou que a OpenAI estava perto de fechar acordo com avaliação de US$ 1,25 trilhão.
Jimmy Chang, diretor de investimentos do Rockefeller Global Family Office, que tem exposição à OpenAI e à Anthropic, disse que a incerteza em torno dos IPOs das duas empresas pressiona o mercado acionário americano de forma geral. "O mercado precisa ver uma oferta pública inicial bem-sucedida", afirmou. "Essas empresas precisam de financiamento." O prazo de 30 de outubro e o IPO da Anthropic, no fim do ano, são os próximos marcos a observar.
Citazioni salienti
O mercado precisa ver uma oferta pública inicial bem-sucedida. Essas empresas precisam de financiamento.— Jimmy Chang, diretor de investimentos do Rockefeller Global Family Office