Em algum ponto entre a tela que dominou duas décadas de vida humana e o assistente que ainda não encontrou sua forma definitiva, a OpenAI anuncia um objeto novo: compacto, sem tela, circular, projetado por Jony Ive para habitar os cômodos da casa e aprender, com o tempo, quem é o seu dono. Previsto para 2027, o dispositivo representa menos um produto e mais uma aposta filosófica — a de que a inteligência artificial madura não precisa de vidro para se fazer presente. O projeto avança sob a sombra de uma disputa judicial com a Apple, que vê no aparelho ecos de seus próprios segredos.
OpenAI desenvolve dispositivo de IA sem tela para competir com smartphones
Um assistente pessoal que aprende seus hábitos ao longo do dia
Por que a OpenAI sente necessidade de criar um dispositivo físico? Não seria mais simples continuar apenas com software?
Porque software sozinho não acompanha você. Um smartphone está sempre em seu bolso, mas exige que você o tire, desbloqueie, abra um aplicativo. Este aparelho quer estar presente de forma mais natural, como um assistente que você carrega ou deixa sobre a mesa e que já está ali, ouvindo, aprendendo, pronto para ajudar.
E por que Jony Ive? Qual é a importância de ter um designer de tão alto nível envolvido?
Porque design não é apenas estética. Ive passou décadas pensando em como os objetos se relacionam com as pessoas. Um dispositivo de IA que aprende seus hábitos precisa parecer confiável, acessível, vivo — não apenas uma caixa preta com um microfone. Ive sabe como fazer isso.
A disputa com a Apple parece séria. Como a OpenAI consegue avançar enquanto está sendo processada?
A OpenAI nega as acusações e diz que fez uma investigação interna que a isentou. Mas a verdade é que ações judiciais desse tipo podem atrasar lançamentos, mudar designs, criar incerteza. A empresa está apostando que consegue chegar a 2027 com o produto intacto.
Qual é o verdadeiro concorrente aqui — Amazon, Google ou Apple?
Todos os três, mas de formas diferentes. Amazon e Google dominam os alto-falantes inteligentes, então a OpenAI quer roubar esse mercado. Mas a ambição maior é Apple — a OpenAI quer que este dispositivo faça algumas das coisas que um smartphone faz. Isso é uma ameaça existencial.
El Pulso
- A OpenAI deixa o território do software e entra no mundo físico com um dispositivo portátil de IA que promete acompanhar o usuário ao longo de todo o dia, de cômodo em cômodo.
- O aparelho circular, sem tela e com bateria, desafia diretamente os alto-falantes estáticos da Amazon e do Google — e, a longo prazo, mira funções hoje dominadas pelos smartphones.
- A Apple abriu processo judicial alegando que a OpenAI usou informações confidenciais e técnicas de acabamento em metal que seriam propriedade da empresa — acusações que a OpenAI nega após investigação interna.
- Com preço estimado entre R$ 1,6 mil e R$ 2,1 mil e lançamento previsto para 2027, a empresa planeja apresentar o produto publicamente antes da chegada às lojas, mesmo com a ação judicial em curso.
Em algum ponto entre a tela que dominou duas décadas de vida humana e o assistente que ainda não encontrou sua forma definitiva, a OpenAI anuncia um objeto novo: compacto, sem tela, circular, projetado por Jony Ive para habitar os cômodos da casa e aprender, com o tempo, quem é o seu dono. Previsto para 2027, o dispositivo representa menos um produto e mais uma aposta filosófica — a de que a inteligência artificial madura não precisa de vidro para se fazer presente. O projeto avança sob a sombra de uma disputa judicial com a Apple, que vê no aparelho ecos de seus próprios segredos.
A OpenAI está construindo seu primeiro aparelho próprio: um dispositivo compacto, sem tela e com formato circular — parecido com uma rosquinha — desenvolvido em parceria com Jony Ive, o designer britânico responsável pelo iPhone, iPad e Apple Watch durante seus anos na Apple. O lançamento está previsto para 2027, com preço estimado entre R$ 1,6 mil e R$ 2,1 mil.
Ao contrário dos alto-falantes inteligentes da Amazon e do Google, que ficam fixos em uma tomada ou mesa, este será um computador de IA portátil, movido a bateria, feito para ser carregado pela casa com uma única mão. A proposta é que ele funcione como um assistente pessoal de verdade — presente ao longo do dia, aprendendo gradualmente as rotinas e preferências do usuário para personalizar cada interação. Câmeras, sensores, microfones, alto-falantes e pequenos movimentos mecânicos darão ao aparelho uma presença mais expressiva do que qualquer caixa de som parada em um canto.
O projeto, porém, avança em terreno disputado. A Apple abriu uma ação judicial contra a OpenAI, alegando que a empresa buscou um fornecedor tradicional da fabricante do iPhone para desenvolver uma técnica de acabamento em metal semelhante à usada em seus produtos — o que configuraria uso de informações confidenciais. A OpenAI nega as acusações, afirma que realizou uma investigação interna e concluiu que o dispositivo foi criado de forma independente, sem recorrer a segredos comerciais da Apple.
Apesar da disputa, a empresa segue em frente. A ambição declarada é de longo prazo: criar produtos capazes de substituir algumas das funções que os smartphones cumprem hoje. O que nasceu como um chatbot de texto está se transformando em um objeto físico — e a OpenAI aposta que ele será capaz de acompanhar o usuário em cada momento do dia.
A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, está construindo seu primeiro aparelho próprio de inteligência artificial — um dispositivo compacto, sem tela, que chegará às mãos dos consumidores em 2027 com preço estimado entre R$ 1,6 mil e R$ 2,1 mil. O projeto nasceu de uma parceria com Jony Ive, o britânico que desenhou o iPhone, iPad, iPod e Apple Watch durante sua passagem pela Apple, agora trabalhando através de seu estúdio de design LoveFrom.
O aparelho tem formato circular, parecido com uma rosquinha, e foi concebido para ser carregado facilmente pela casa com uma única mão. Diferentemente dos alto-falantes inteligentes convencionais — aqueles produtos estáticos da Amazon e Google que ficam presos a uma tomada ou mesa — este será um computador de IA portátil, alimentado por bateria, capaz de acompanhar o usuário de um cômodo para outro. A ideia é que ele funcione como um assistente pessoal de verdade, presente ao longo de todo o dia, aprendendo gradualmente as preferências, rotinas e hábitos de quem o usa para personalizar suas respostas e interações.
O que distingue este dispositivo de seus concorrentes é a inteligência artificial como função primária, não secundária. Ele conversará com o usuário de forma muito mais natural do que os assistentes atuais, utilizando modelos avançados similares ao modo de voz do ChatGPT em smartphones. O aparelho terá componentes móveis — pequenos movimentos que o tornarão mais "vivo" e expressivo do que um caixa de som parada em um canto. Microfones e alto-falantes permitirão a interação por voz. Luzes indicarão quando está ouvindo ou processando informações. Câmeras e sensores diversos darão ao dispositivo a capacidade de compreender o ambiente ao seu redor e usar essas informações nas respostas que oferece.
O preço — entre US$ 300 e US$ 400 — situa-se acima da maioria dos alto-falantes inteligentes disponíveis hoje, mas ainda abaixo do custo de um iPhone. A OpenAI avalia cobrar esse valor por um produto que carrega a assinatura visual de Jony Ive: materiais de alta qualidade, incluindo metal, com aparência premium.
O lançamento ocorre em contexto tenso. A Apple abriu uma ação judicial contra a OpenAI, acusando a empresa de ter utilizado informações confidenciais e técnicas de design que seriam propriedade da fabricante do iPhone. Especificamente, a Apple alega que a OpenAI procurou um fornecedor tradicional da companhia para desenvolver uma técnica de acabamento em metal semelhante à usada em seus produtos. A OpenAI nega as acusações, argumentando que são vagas e que seu dispositivo foi criado de forma independente. Segundo pessoas próximas ao projeto, a empresa realizou uma investigação interna após a abertura do processo e concluiu que o aparelho não utiliza segredos comerciais da Apple.
Apesar da disputa judicial, a OpenAI segue adiante. A empresa pretende apresentar o dispositivo antes do lançamento oficial em 2027, embora a ação possa afetar os planos. A ambição de longo prazo é clara: desenvolver produtos capazes de substituir algumas das funções que os smartphones realizam hoje. O que começou como um chatbot de texto está evoluindo para um objeto físico que a empresa espera que acompanhe o usuário em cada momento do dia.
Citas Notables
A empresa espera que o aparelho seja usado ao longo de todo o dia, aprendendo preferências e hábitos do usuário para funcionar como uma espécie de assistente pessoal— Fontes da Bloomberg
A OpenAI argumenta que a acusação da Apple é vaga e que seu dispositivo foi criado de forma independente— Posição da OpenAI