Durante cinco séculos, o mundo aprendeu a ver-se através de um mapa que encolheu África ao tamanho de uma ilha do Ártico. Na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, a Assembleia Geral da ONU votou, com 164 votos a favor, para que essa distorção seja corrigida — reconhecendo que a cartografia nunca foi neutra e que a forma como desenhamos o mundo molda a forma como o pensamos. A resolução, patrocinada pelo Togo e apoiada pela União Africana, não tem força de lei, mas carrega o peso de um consenso que já não pode ser ignorado.