Por séculos, o mundo foi desenhado de um jeito que fazia alguns continentes parecerem maiores e outros menores do que realmente são — não por acidente, mas por uma escolha técnica do século 16 que acabou moldando percepções culturais e geopolíticas. Na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, a Assembleia Geral da ONU reconheceu esse peso ao aprovar, com 164 votos, uma resolução que convida governos e instituições a adotarem projeções cartográficas mais fiéis à realidade. É um gesto simbólico e prático ao mesmo tempo: a admissão de que os mapas não são neutros, e que corrigir a forma como represent