Em Nova York, a Assembleia Geral das Nações Unidas se abre sob o peso de uma crise que vai além da diplomacia rotineira: sem sucessor definido para António Guterres e com o multilateralismo sob pressão crescente, a organização se vê diante de uma encruzilhada histórica. Chefes de Estado debatem conflitos, clima e desigualdade enquanto a própria instituição que deveria coordenar essas respostas enfrenta questionamentos sobre sua razão de existir. É um daqueles momentos em que a ausência de liderança fala mais alto do que qualquer discurso.