Na manhã de um domingo de agosto, o Brasil se deparou com um paradoxo moderno: havia energia demais. O Operador Nacional do Sistema Elétrico acionou, pela segunda vez em 2026, um plano emergencial para conter o excesso de geração solar distribuída num momento de baixo consumo — revelando que a transição energética traz não apenas promessas, mas novos e delicados equilíbrios a aprender. Com mais de 43 gigawatts de micro e minigeração instalada fora do alcance do controle central, o sistema elétrico brasileiro enfrenta o desafio de governar uma abundância que ainda não sabe guardar.