Cinco jogadores da final de 2012 estão envolvidos no confronto atual: Paulinho e Fábio Santos em campo, Cássio como dúvida, Alessandro e Riquelme em cargos administrativos. Muitos dos campeões corinthianos seguiram carreira internacional em clubes europeus e asiáticos, enquanto vários jogadores do Boca tiveram trajetórias mais modestas após 2012.
Onde estão os 22 titulares da final Corinthians x Boca de 2012
Dez anos depois, eles ainda estão ali, de alguma forma
Por que alguns desses jogadores voltaram aos seus clubes em funções administrativas ou técnicas?
Muitos deles tinham vínculo emocional profundo com o clube. Depois de carreiras internacionais, retornar como treinador ou gestor era uma forma natural de continuar ligado ao lugar onde conquistaram o maior título de suas vidas.
E quanto aos que tiveram carreiras mais modestas, como alguns do Boca?
O futebol argentino é diferente. Muitos jogadores continuam atuando em divisões menores ou times do interior. Santiago Silva aos 41 anos ainda joga — isso é comum lá. Não é fracasso, é apenas uma realidade diferente do futebol brasileiro.
Cássio e Paulinho tiveram trajetórias muito diferentes, não é?
Completamente. Cássio ficou, virou ídolo, conquistou mais títulos. Paulinho saiu, viveu experiências internacionais maiores — Barcelona, seleção — e depois voltou. Dois caminhos válidos para quem foi campeão.
O que significa que cinco desses jogadores ainda estejam envolvidos no confronto atual?
Significa que aquele jogo de 2012 não foi apenas um resultado. Foi um momento que marcou essas pessoas para o resto da vida. Dez anos depois, eles ainda estão ali, de alguma forma.
Leandro Castán enfrentou um tumor no cérebro. Como isso muda a perspectiva sobre essas carreiras?
Coloca tudo em proporção. Não é só sobre títulos e transferências. É sobre sobreviver, lutar, voltar. Castán passou por isso e continuou jogando. Isso é mais importante que qualquer estatística.
Der Puls
- Final disputada em 4 de julho de 2012 no Pacaembu, vitória do Corinthians por 2 a 0
- Cinco jogadores da final estão envolvidos no confronto de 2022: Paulinho, Fábio Santos, Cássio, Alessandro e Riquelme
- Cássio permanece como titular do Corinthians e conquistou mais oito títulos desde 2012
- Santiago Silva, do Boca, ainda joga aos 41 anos pelo Aldosivi com dois gols no Campeonato Argentino
Cinco jogadores da final de 2012 estão envolvidos no confronto atual: Paulinho e Fábio Santos em campo, Cássio como dúvida, Alessandro e Riquelme em cargos administrativos. Muitos dos campeões corinthianos seguiram carreira internacional em clubes europeus e asiáticos, enquanto vários jogadores do Boca tiveram trajetórias mais modestas após 2012.
Corinthians e Boca Juniors se reencontram na Libertadores dez anos após a final histórica de 2012. Artigo rastreia a carreira dos 22 titulares daquele jogo e suas posições atuais.
Quase uma década depois de levantarem a taça da Libertadores juntos no Pacaembu, Corinthians e Boca Juniors voltam a se encontrar. O reencontro acontece em abril de 2022, na fase de grupos da competição, e traz consigo a oportunidade de rastrear onde pararam os vinte e dois jogadores que entraram em campo naquele 4 de julho de 2012, quando o time paulista venceu por 2 a 0 e conquistou o título continental pela primeira vez em sua história.
Cinco daqueles nomes ainda estão ligados ao confronto de alguma forma. Paulinho e Fábio Santos devem estar em campo pelo Corinthians, enquanto Cássio é dúvida por causa de um quadro de gripe. Nos bastidores, Alessandro ocupa cargo no departamento de futebol do Corinthians, e Riquelme, do outro lado, é vice-presidente do Boca. A presença deles, mesmo que em contextos diferentes, marca a continuidade de uma história que não terminou em 2012.
No lado corinthiano, Cássio permanece como titular do clube e se tornou um dos maiores ídolos da história. Desde aquela final, levantou mais oito títulos e chegou à seleção brasileira. Alessandro, capitão naquela Libertadores e depois também no Mundial, aposentou-se em 2013 e trabalhou como coordenador técnico antes de assumir o cargo de gerente de futebol. Chicão deixou o clube em 2013 e passou por Flamengo, Bahia e futebol indiano antes de se aposentar em 2016, tornando-se comentarista de sua própria webrádio.
Leandro Castán jogou aquela final já vendido para a Roma. Rodou pelo futebol italiano, enfrentou um tumor no cérebro, foi repatriado pelo Vasco em 2018 e hoje está no Guarani, na Série B. Fábio Santos saiu em 2015 para o Cruz Azul, mas voltou ao Brasil um ano depois para o Atlético-MG, retornando ao Corinthians em 2020. Ralf permaneceu no clube até 2020, com um hiato no futebol chinês, e agora é reserva do Vila Nova-GO na Série B. Paulinho saiu e voltou: jogou duas Copas do Mundo pela seleção, passou por Barcelona, futebol chinês e saudita antes de retornar em 2022.
Alex saiu para o futebol qatari logo depois daquela final, foi repatriado pelo Inter no ano seguinte e se aposentou em 2016. Hoje é assistente técnico do Corinthians. Danilo deixou o clube apenas em 2018 e se aposentou após uma temporada no Vila Nova-GO, voltando para treinar o sub-23 e depois assumindo o comando da equipe sub-20. Emerson Sheik passou por Botafogo, Flamengo e Ponte Preta antes de se aposentar no retorno ao Corinthians em 2018, tornando-se comentarista do SBT dois anos depois. Jorge Henrique deixou o clube em junho de 2013 para o Internacional, depois passou por Vasco, Figueirense, Náutico e Brasiliense, defendendo hoje o Camboriú.
No Boca, as trajetórias foram distintas. Orión trocou o clube pelo Racing em 2016, se aposentou no Colo-Colo e voltou ao futebol há pouco tempo como vice-presidente do Ferrocarril Midland. Franco Sosa rodou por vários clubes pequenos, aposentou-se em 2017 e é hoje treinador e presidente de um time amador. Schiavi passou pelo futebol chinês antes de se aposentar aos 40 anos em 2014, tornando-se empresário e lançando seu próprio vinho. Caruzzo rodou pelo futebol local antes de voltar ao Argentinos Juniors em 2020, aposentando-se no ano seguinte.
Clemente Rodríguez trocou o Boca pelo São Paulo em 2013, mas teve uma passagem ruim e foi embora para o Colón após dois anos. Aposentou-se no ano passado e virou técnico das categorias de base do Boca. Ledesma saiu em 2015, passou por times menores e pendurou as chuteiras no ano passado, assumindo cargo diretivo no clube após convite de Riquelme. Leandro Somoza passou por Lanús, Vélez e Aldosivi antes de se aposentar em 2018, trabalhando como auxiliar técnico no Boca e assumindo o comando do Rosario Central há cerca de um mês. Erviti saiu em 2013, passou pelo futebol mexicano e por Banfield e Independiente antes de se aposentar em 2018, sendo hoje treinador do Atlanta.
Riquelme interrompeu a carreira dias após aquela final, mas voltou sete meses depois e jogou mais uma temporada com o Boca, aposentando-se no Argentinos Juniors em 2015. Pablo Mouche passou pelo futebol turco, foi comprado pelo Palmeiras em 2014 e, após cinco empréstimos para times de três países diferentes, saiu para o Colo-Colo em 2019, jogando no Uruguai e disputando hoje a segunda divisão argentina com o Barracas Central. Santiago Silva, o interminável El Tanque, já era quase veterano naquela final mas ainda joga atualmente aos 41 anos, defendendo o Aldosivi com dois gols marcados neste Campeonato Argentino.
Bemerkenswerte Zitate
Cássio segue como titular do Corinthians, tornou-se um dos maiores ídolos da história do clube e chegou à seleção brasileira— Trajetória de Cássio desde 2012
Santiago Silva, o interminável El Tanque, já era quase veterano naquela final mas ainda joga atualmente aos 41 anos— Situação atual de Santiago Silva