Onde estão agora as 6 crianças que marcaram clássicos do cinema de terror

Nem todos mantiveram a carreira no cinema
Enquanto alguns atores mirins de filmes de horror continuaram em Hollywood, outros escolheram caminhos completamente diferentes.
Mark

Por que você acha que essas crianças tiveram trajetórias tão diferentes depois dos filmes de horror?

Mimi

Acho que tem a ver com o momento em que saíram da infância e o que o sucesso precoce significou para cada uma. Alguns, como Alex Vincent, abraçaram a franquia. Outros, como Danny Lloyd, simplesmente quiseram uma vida normal.

Mark

Danny Lloyd se tornou professor. Isso é uma rejeição ao cinema ou apenas uma escolha?

Mimi

Não vejo como rejeição. Ele fez alguns filmes depois de "O Iluminado" e depois decidiu seguir outro caminho. Talvez o cinema não fosse para ele, ou talvez ele tenha visto que havia outras coisas mais importantes.

Mark

Linda Blair enfrentou problemas sérios — prisão, depressão. O sucesso infantil contribuiu para isso?

Mimi

É difícil separar causa e efeito. Ela tinha problemas familiares, e o fracasso de "Exorcista II" aconteceu no mesmo período. O sucesso precoce pode intensificar essas crises, mas não é a única razão.

Mark

Ty Simpkins e Isabelle Fuhrman parecem ter construído carreiras sólidas. O que eles fizeram diferente?

Mimi

Ambos continuaram atuando regularmente, em papéis variados. Não ficaram presos ao personagem de horror. Isso deu a eles a chance de crescer como atores e explorar outros tipos de trabalho.

Mark

É interessante que alguns retornem às franquias décadas depois. Por quê?

Mimi

Acho que é uma forma de fechar um círculo. Linda Blair retorna a "O Exorcista", Ty Simpkins volta a "Sobrenatural". Eles não estão fugindo daqueles papéis — estão abraçando a história que fizeram parte.

  • Rostos que assombraram gerações voltam à cena: Alex Vincent, Isabelle Fuhrman e Ty Simpkins retomaram seus papéis icônicos em sequências e séries recentes, provando que o terror clássico não envelhece — e nem seus protagonistas.
  • A pressão de carregar um personagem monstruoso na infância deixou marcas distintas: Linda Blair enfrentou depressão, uso de pseudônimo e prisão por posse de drogas antes de reconstruir sua vida como ativista animal.
  • Nem todos quiseram permanecer no palco do medo: Danny Lloyd e Will Sandin trocaram definitivamente as câmeras pela sala de aula, tornando-se professores e pais — uma escolha que fala mais alto do que qualquer sequência cinematográfica.
  • O retorno ao terror segue em curso: Linda Blair volta à franquia 'O Exorcista' em outubro de 2023, e Ty Simpkins já reapareceu em 'Sobrenatural: A Porta Vermelha', sinalizando que o passado assombra — mas nem sempre de forma indesejada.

Há algo de profundamente humano na trajetória de crianças que carregaram o peso do medo alheio diante das câmeras: algumas seguiram iluminadas pelos holofotes, outras encontraram sentido longe deles. Os atores mirins que habitaram os pesadelos coletivos do cinema de terror — de Chucky a Michael Myers, de Regan a Danny Torrance — revelam, décadas depois, que a vida real raramente segue o roteiro do horror, e que crescer sob o olhar do medo pode levar tanto à permanência na arte quanto à serenidade do anonimato.

Há décadas, um punhado de crianças entrou em filmes de horror e marcou gerações. Mas o que aconteceu com elas depois que as câmeras pararam?

Alex Vincent tinha sete anos quando abraçou o boneco Chucky em 'Brinquedo Assassino' (1988). Hoje, aos 42 anos, é escritor, produtor musical e dono de um estúdio de gravação — mas não abandonou o personagem: retornou à franquia pela série 'Chucky', renovada para uma terceira temporada em 2023. Ty Simpkins, que entrou em coma na trama de 'Sobrenatural' aos nove anos, construiu uma carreira robusta em grandes produções como 'Homem de Ferro 3', 'Jurassic World' e 'Vingadores: Ultimato', e voltou à franquia de horror em julho de 2023. Isabelle Fuhrman, que aos 12 anos interpretou a perturbadora Esther em 'A Órfã', seguiu atuando em 'Jogos Vorazes' e 'Escape Room 2', e retornou ao papel em 2022 no prequel 'Órfã 2: A Origem'.

Nem todos permaneceram sob os holofotes. Danny Lloyd, o pequeno Danny Torrance de 'O Iluminado' (1980), afastou-se completamente das câmeras após alguns papéis nos anos 80. Hoje, aos 50 anos, é professor de biologia em universidades comunitárias no Kentucky e Missouri, pai de quatro filhos. Sua única volta ao universo kubrickiano foi uma aparição em 'Doutor Sono' (2019). Will Sandin, que aos nove anos deu rosto à infância de Michael Myers em 'Halloween' (1978), também escolheu a sala de aula: trabalha como professor de estudos sociais em Illinois, casado e pai de duas filhas, ainda frequenta convenções de terror como figura de culto.

A trajetória mais complexa é a de Linda Blair. Aos 13 anos, sua interpretação de Regan MacNeil em 'O Exorcista' (1973) rendeu uma indicação ao Oscar e um Globo de Ouro. Mas o caminho depois foi tortuoso: depressão, uso de pseudônimo e uma prisão por posse de drogas aos 18 anos. Ela retomou a carreira, trabalhou nas décadas seguintes e, hoje, aos 64 anos, dedica-se ao ativismo animal como fundadora de uma organização de proteção aos bichos. Em 2023, retorna à franquia que a tornou imortal, numa sequência de 'O Exorcista' prevista para outubro.

Há décadas, um punhado de crianças entrou em clássicos do cinema de horror e marcou gerações de espectadores. Seus rostos assustados, suas lágrimas genuínas, seus gritos — tudo ficou gravado na memória coletiva. Mas o que aconteceu com elas depois que as câmeras pararam de rodar? A resposta é tão variada quanto as próprias vidas que levaram.

Alex Vincent tinha apenas sete anos quando interpretou Andy Barclay em "Brinquedo Assassino", em 1988. O menino que recebeu o boneco Chucky de sua mãe se tornou sinônimo daquele brinquedo possuído. Ele retomou o papel em sequências lançadas em 1990, 2013 e 2017, mantendo uma conexão com o personagem que o tornou famoso. Hoje, aos 42 anos, Vincent é escritor e produtor musical, dono de um estúdio de gravação chamado The Loop. Mas não abandonou completamente a atuação — em 2021, retornou à franquia através da série "Chucky", que foi renovada para uma terceira temporada prevista para 2023.

Ty Simpkins tinha nove anos quando entrou em coma na trama de "Sobrenatural", em 2010, no papel de Dalton Lambert. Aos 21 anos, ele construiu uma carreira sólida em grandes produções: estrelou "Homem de Ferro 3", "Jurassic World" (em duas ocasiões), "Vingadores: Ultimato" e "A Baleia". Em 2023, retornou à franquia de horror com "Sobrenatural: A Porta Vermelha", que chegou aos cinemas em julho.

Isabelle Fuhrman tinha apenas 12 anos quando interpretou Esther em "A Órfã", em 2009 — uma criança fingindo ser uma criança, quando na verdade o personagem tinha 33 anos. O papel a tornou conhecida, e ela seguiu atuando em "Jogos Vorazes", "Depois da Terra", "Escape Room 2" e "A Novata". Aos 26 anos, retornou ao papel de Esther em "Órfã 2: A Origem", lançado em 2022, que funciona como prequel do filme original.

Nem todos mantiveram a carreira no cinema. Danny Lloyd tinha oito anos quando interpretou Danny Torrance em "O Iluminado", de 1980, o clássico de Stanley Kubrick baseado em Stephen King. Após alguns papéis adicionais no início dos anos 80, ele se afastou completamente das câmeras. Aos 50 anos, trabalha como professor de biologia em universidades comunitárias em Kentucky e Missouri, e tem quatro filhos. Sua única volta ao universo de "O Iluminado" foi uma aparição em 2019 em "Doutor Sono", a sequência que mostra seu personagem adulto, desta vez interpretado por Ewan McGregor.

Linda Blair começou sua carreira aos nove anos, mas foi aos 13 que se tornou uma figura marcante do cinema de horror. Em 1973, interpretou Regan MacNeil, a menina de 12 anos possuída pelo demônio em "O Exorcista". Sua performance rendeu uma indicação ao Oscar e um Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela retornou ao papel em 1977 em "Exorcista II – O Herege", mas o filme não repetiu o sucesso. Problemas familiares e depressão a levaram a um período longe dos holofotes, durante o qual usou o pseudônimo Martha McDonald. Aos 18 anos, foi presa por posse de drogas. Retomou a carreira em 1978 e trabalhou em produções dos anos 80 e 90, com seus últimos papéis em "The Green Fairy" (2015), "WHOA!" (2013) e na segunda temporada de "Supernatural" (2006). Aos 64 anos, Blair é vegana, advogada e fundadora de uma organização de proteção animal, dedicando-se a projetos sociais. Em 2023, retornou à franquia "O Exorcista" em uma sequência prevista para outubro.

Will Sandin tinha nove anos quando interpretou a versão criança de Michael Myers em "Halloween – A Noite do Terror", de 1978. Diferentemente de seus colegas, não prosseguiu na carreira de ator. Aos 54 anos, trabalha como professor de estudos sociais em uma escola em Illinois. Casado e pai de duas filhas, ele ainda participa de convenções de filmes de horror, onde distribui autógrafos e fotos para fãs da franquia. Sua conexão com o cinema de horror permanece, mas através de um papel bem diferente daquele que o tornou conhecido.

Linda Blair, aos 13 anos, recebeu uma indicação ao Oscar e um Globo de Ouro por sua performance em "O Exorcista"
— Dados da carreira de Linda Blair
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