A Olist, empresa brasileira que alcançou o status de unicórnio conectando pequenos lojistas a grandes marketplaces, encerrou o modelo que a consagrou — uma decisão rara e reveladora sobre a natureza efêmera das vantagens competitivas no mundo digital. Em um mercado que evoluiu mais rápido do que qualquer estratégia consegue acompanhar, a companhia escolheu o risco da reinvenção em vez da lentidão do declínio. O que se observa aqui não é apenas uma mudança corporativa, mas uma pergunta aberta sobre se empresas nascidas de um momento específico conseguem sobreviver ao fim desse momento.