Antes que os primeiros foliões tomem as ladeiras do Sítio Histórico de Olinda na segunda-feira, 7 de setembro, o Estado já posicionou seu aparato entre a festa e o caos. A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco orquestra 640 agentes, drones, reconhecimento facial e uma delegacia dentro de um ônibus — lembrando que a alegria coletiva, para existir com plenitude, exige uma arquitetura invisível de cuidado. É o eterno paradoxo das celebrações humanas: a liberdade do carnaval só floresce quando cercada, discretamente, de ordem.