Alto padrão agora significa localização e acabamento, não metragem
Na esquina mais animada do Jardim Oceânico, onde um posto de gasolina ainda abastece carros e memórias do bairro boêmio, uma construtora prepara a chegada de um residencial de alto padrão avaliado em R$ 70 milhões. O gesto é pequeno em escala — 38 estúdios, sete coberturas, sete lojas — mas revela algo maior: a Barra da Tijuca continua seu lento e irreversível movimento de aproximação com a Zona Sul, não apenas em preços, mas em modo de vida.
- Um dos últimos postos de gasolina da Olegário Maciel cederá lugar a um condomínio compacto de alto padrão, marcando uma virada simbólica na paisagem do Jardim Oceânico.
- Com VGV de R$ 70 milhões e unidades entre 69 e 177 metros quadrados, o empreendimento mira tanto moradores quanto investidores que enxergam na região uma alternativa à Zona Sul.
- O modelo de obra por administração promete reduzir custos em até 30% frente ao sistema tradicional de incorporação, tornando o projeto financeiramente atrativo num mercado de preços crescentes.
- O metro quadrado no Jardim Oceânico já oscila entre R$ 10 mil e R$ 34 mil em lançamentos premium, sinalizando que a região não é mais periferia de luxo — é destino.
A Olegário Maciel, rua que concentra bares, restaurantes e o pulso noturno do Jardim Oceânico, está prestes a mudar de cara em um de seus pontos mais conhecidos. No terreno do único posto de gasolina da via, na esquina com a Avenida Gilberto Amado, a construtora JB Andrade vai erguer um residencial com Valor Geral de Vendas estimado em R$ 70 milhões — seu primeiro lançamento na região.
O projeto prevê 38 unidades compactas entre 69 e 86 metros quadrados, sete coberturas que chegam a 177 metros quadrados e sete lojas comerciais. O diferencial operacional está no modelo de obra por administração, que segundo a empresa pode gerar economia de até 30% para compradores em relação ao sistema tradicional de incorporação.
O contexto explica o apetite: o Jardim Oceânico tornou-se um dos endereços mais valorizados da Barra da Tijuca, com metro quadrado que varia entre R$ 10 mil e R$ 34 mil em lançamentos de alto padrão. A proximidade com o metrô, a infraestrutura de serviços e o acesso à Lagoa-Barra atraem moradores que trabalham na Zona Sul ou no Centro — e que encontram aqui qualidade de vida a preços ainda competitivos. O novo empreendimento chega num momento em que a região afirma sua posição como polo de moradia premium na zona oeste do Rio.
A Olegário Maciel, rua que pulsa como coração comercial e boêmio do Jardim Oceânico na Barra da Tijuca, está prestes a ganhar um novo residencial de alto padrão. No terreno onde funciona o único posto de gasolina da via, na esquina com a Avenida Gilberto Amado, a construtora JB Andrade vai erguer um empreendimento com Valor Geral de Vendas estimado em R$ 70 milhões.
O projeto traz 38 unidades compactas, com áreas que variam de 69 a 86 metros quadrados, complementadas por sete coberturas de 99 a 177 metros quadrados. Além das residências, o condomínio incluirá sete lojas comerciais, com metragens entre 55 e 266 metros quadrados. Será o primeiro lançamento da JB Andrade nesta região e o segundo empreendimento da empresa focado em unidades de menor metragem.
O diferencial do projeto está no modelo de construção escolhido: obra por administração. Segundo a construtora, esse formato operacional pode resultar em economia de até 30% para compradores e investidores quando comparado ao sistema tradicional de incorporação. A escolha reflete uma tendência no mercado imobiliário de oferecer alternativas que reduzam custos sem comprometer a qualidade.
O Jardim Oceânico consolidou-se como um dos endereços mais valorizados da Barra da Tijuca, com preços de metro quadrado equiparáveis aos de bairros da Zona Sul. A região atrai moradores por sua infraestrutura comercial e de serviços, pela possibilidade de vida a pé e pela proximidade com a estação de metrô. Muitos dos seus residentes trabalham na Zona Sul ou no Centro e escolhem o bairro pelo acesso facilitado à Lagoa-Barra.
Os valores praticados no Jardim Oceânico refletem essa demanda. O preço médio do metro quadrado varia conforme o padrão do imóvel, oscilando geralmente entre R$ 10 mil e R$ 16,6 mil. Em coberturas e lançamentos de alto padrão, esse valor pode alcançar até R$ 34 mil. O novo residencial da JB Andrade chega em um momento em que a região consolida sua posição como polo de moradia premium na zona oeste do Rio, atraindo tanto moradores quanto investidores em busca de localização estratégica e qualidade de vida.
Notable Quotes
O formato de obra por administração pode gerar economia de até 30% para compradores e investidores em comparação ao modelo tradicional de incorporação— Construtora JB Andrade
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que uma construtora escolheria justamente um posto de gasolina para demolir e construir residencial?
Porque a localização é ouro. A Olegário Maciel é a rua mais viva do Jardim Oceânico — comércio, bares, movimento. Um posto de gasolina ali é um uso que não aproveita o potencial do terreno. Residencial de alto padrão faz muito mais sentido economicamente.
E por que unidades compactas? Não é contraditório com "alto padrão"?
Não. Alto padrão agora significa acabamento, localização, serviços — não necessariamente metragem. Estúdios de 69 metros quadrados bem executados em Jardim Oceânico vendem mais caro por metro quadrado do que apartamentos maiores em outras regiões.
Esse modelo de obra por administração — é realmente mais barato ou é marketing?
É real. O comprador participa dos custos reais da construção, sem margem de incorporador. Pode gerar economia genuína de 30%, mas exige mais envolvimento do cliente. Não é para todo mundo.
Quem vai morar ali? Qual é o perfil?
Jovens profissionais que trabalham na Zona Sul, casais sem filhos, investidores. Gente que quer estar perto do metrô, de bares e restaurantes, mas não quer pagar Zona Sul inteira. O Jardim Oceânico oferece isso.
E as sete lojas comerciais — já têm interessados?
Provavelmente sim. Comércio naquela rua é disputado. Qualquer espaço novo ali é absorvido rapidamente. Pode ser desde um café até uma loja de moda.
Isso muda o bairro?
Consolida o que já estava acontecendo. O Jardim Oceânico já era premium. Esse residencial apenas formaliza e densifica o que a região já era.