Nos consultórios de neurologia, um número crescente de diagnósticos de esclerose múltipla convida a uma reflexão sobre o que mudou — não apenas nos corpos humanos, mas nos hábitos e nas ferramentas com que a medicina os observa. A neurologista Heloisa Cohim, do Hospital Mater Dei, aponta que obesidade, tabagismo e o uso de vapes criam condições ambientais propícias ao surgimento da doença, enquanto diagnósticos mais precisos revelam casos que antes permaneciam invisíveis. É um fenômeno duplo: o mundo adoece de novas formas e, ao mesmo tempo, aprende a enxergar melhor o que sempre esteve lá.