Em um momento em que o sistema de Justiça brasileiro se vê sob escrutínio público, uma frase proferida pelo ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal tocou num nervo profundo da advocacia nacional: a sugestão de que não há venda de sentença sem a participação de um advogado. A OAB e suas 27 seccionais responderam com uma nota unificada, lembrando que a responsabilidade ética é sempre individual e que generalizar é, em si, uma forma de injustiça. O episódio revela a tensão permanente entre o poder de quem julga e a dignidade de quem defende — e o quanto palavras ditas em sessões públicas