OAB-PR condena 'violência extrema' de PMs contra homem em vídeo de Curitiba

Um homem foi agredido por policiais militares com socos, chutes e pisadas na cabeça enquanto estava rendido, resultando em lesões documentadas em vídeo.
Violência extrema e injustificável quando a vítima já estava totalmente submissa
A OAB-PR condenou as agressões documentadas no vídeo, argumentando que os golpes começaram quando o homem já estava rendido.
Mark

O que exatamente a OAB viu no vídeo que a levou a usar a palavra "extrema"?

Mimi

Ela viu um homem já rendido, de joelhos, com as mãos atrás da cabeça, sendo socado e chutado. Depois caindo, sendo pisado na cabeça, chutado no rosto. Tudo isso enquanto ele estava claramente imobilizado.

Luke

Mas a PM diz que houve resistência ativa. O vídeo mostra o homem agarrando a perna de um policial em algum momento?

Mimi

Sim, mostra. Ele agarra a perna de um dos PMs enquanto está sendo agredido. Mas a OAB argumenta que isso não justifica o que vem depois — os chutes na cabeça e no rosto quando ele já está no chão.

Mark

E quanto ao que provocou a abordagem? O que a PM foi fazer lá?

Mimi

Foram acionados por perturbação do sossego e suspeita de tráfico de drogas. Mas o vídeo não mostra nada disso — começa quando a abordagem já está em andamento.

Luke

Então não sabemos o que aconteceu antes das câmeras ligarem. Não sabemos se houve uma ameaça, se o homem tinha uma arma, nada disso.

Mimi

Correto. O vídeo começa com o homem já de pé com as mãos atrás da cabeça. O que veio antes é um vazio.

Mark

A PM vai investigar isso internamente?

Mimi

Sim, instaurou um procedimento administrativo. Mas a OAB também vai apresentar representações às autoridades competentes.

Luke

Então temos duas investigações paralelas — uma dentro da corporação e outra fora. Isso costuma gerar resultados diferentes.

Mimi

Historicamente, sim. Por isso a OAB está sendo proativa, dizendo que vai acompanhar e prestar suporte à vítima.

Mark

Sabemos quem é o homem? Se ele foi preso, se foi liberado?

Luke

O texto não diz. Sabemos que foi algemado e colocado na viatura, mas não há informação sobre o que aconteceu depois — se foi levado para delegacia, se foi liberado, nada.

Mimi

É um vazio importante. Não sabemos nem o nome da vítima, nem o resultado imediato da abordagem.

  • Um homem de joelhos, mãos atrás da cabeça e já rendido recebe socos, chutes e pisadas na cabeça de dois policiais militares — tudo documentado em vídeo por mais de sete minutos.
  • A OAB-PR reagiu com condenação formal, afirmando que as imagens revelam violações de direitos humanos que 'vão muito além do despreparo', sinalizando possível responsabilização criminal e administrativa.
  • A Polícia Militar do Paraná sustenta versão oposta: alega resistência ativa por parte do detido e já instaurou procedimento administrativo interno para apurar a conduta dos agentes.
  • O caso agora corre em duas frentes simultâneas — a investigação da própria corporação e as representações que a OAB pretende apresentar às autoridades competentes, com suporte direto à vítima.

No coração de Curitiba, um vídeo de mais de sete minutos registrou o que a OAB-PR chamou de 'violência extrema e injustificável': dois policiais militares agredindo um homem já rendido com socos, chutes e pisadas na cabeça. O episódio, ocorrido em 3 de outubro, coloca frente a frente duas narrativas — a das imagens e a da corporação — e reacende uma tensão antiga entre o uso legítimo da força e a violação de direitos fundamentais. A câmera, silenciosa e contínua, tornou-se o árbitro involuntário de um debate que a sociedade brasileira ainda não encerrou.

Na tarde de sábado, 3 de outubro, no Centro de Curitiba, uma câmera registrou por mais de sete minutos uma cena que logo se tornaria o centro de uma disputa de narrativas: dois policiais militares agredindo um homem com socos, chutes e pisadas na cabeça. Nas imagens, a vítima aparece de joelhos, mãos atrás da cabeça — já rendida — no momento em que os golpes começam. O homem cai, agarra a perna de um dos agentes, é imobilizado com o rosto no chão, e um dos PMs pisa em sua cabeça enquanto o outro chuta seu rosto. As agressões só cessam quando ele para de se mexer. Em seguida, é algemado e colocado na viatura.

A OAB-PR analisou o vídeo e emitiu condenação formal, classificando as ações como 'violência extrema e injustificável' e 'graves violações de direitos humanos'. A entidade foi direta: os golpes começaram quando a vítima estava 'totalmente submissa', o que, segundo a OAB, não configura uso necessário de força para imobilização — configura violência pura.

A Polícia Militar do Paraná apresentou leitura distinta. Segundo a corporação, a equipe do 33º Batalhão atendia ocorrência de perturbação do sossego e suspeita de tráfico. O boletim registrado pelos policiais aponta 'resistência ativa', o que resultou na lavratura de um Termo Circunstanciado. A PM afirmou ter instaurado procedimento administrativo e reiterou compromisso com legalidade e transparência.

O vídeo ainda mostra o que veio depois: um dos policiais pega um celular, o outro verifica a situação do detido. Minutos depois, o homem se levanta e é colocado na viatura. Um dos agentes examina os pertences deixados na calçada — uma coberta e uma mochila — e leva a mochila ao veículo. O diálogo entre policial e detido não é audível.

A OAB-PR anunciou que acionará as autoridades competentes por meio de sua Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, acompanhará as apurações e prestará suporte à vítima. O caso segue aberto em duas frentes: a investigação interna da corporação e as ações externas da OAB. Entre o que as imagens mostram e o que a PM alega, o vídeo permanece como o único registro incontestável do que aconteceu naquela tarde.

Um vídeo com mais de sete minutos de duração, gravado no sábado 3 de outubro no Centro de Curitiba, registrou o momento em que dois policiais militares agrediram um homem com socos, chutes e pisadas na cabeça. As imagens mostram a vítima já rendida, de joelhos e com as mãos atrás da cabeça, quando os policiais começam a desferir os golpes. A cena é contínua: o homem cai no chão, agarra a perna de um dos policiais enquanto continua sendo agredido, é imobilizado com o rosto rente ao solo, e um dos PMs pisa em sua cabeça enquanto o outro chuta seu rosto. Apenas depois que o homem para de se mexer é que as agressões cessam. Ele é então algemado e colocado na viatura.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) analisou o material e emitiu uma condenação formal. A instituição qualificou as ações como "violência extrema e injustificável", afirmando que as imagens demonstram "graves violações de direitos humanos, que vão muito além do despreparo e do excesso no uso da força". Em nota, a OAB foi precisa: os socos e chutes desferidos no rosto e na cabeça começaram quando a vítima já estava "totalmente submissa, de joelhos e com as mãos atrás da cabeça". Segundo a análise da entidade, não se tratou do emprego de meios necessários à imobilização, mas de violência pura.

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) ofereceu uma versão diferente dos fatos. Segundo a corporação, a equipe do 33º Batalhão de Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de perturbação do sossego e suspeita de tráfico de drogas na região central. No Boletim de Ocorrência registrado pelos policiais, consta que "houve resistência ativa contra a equipe policial", o que resultou na lavratura de um Termo Circunstanciado de Infração Penal (TCIP). A corporação informou que um procedimento administrativo foi instaurado para analisar a ocorrência e reafirmou seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência.

O vídeo completo oferece detalhes que contextualizam o que aconteceu após a imobilização. Depois que o homem para de se mexer e é algemado, um dos policiais pega um celular enquanto o outro verifica sua situação. Cerca de dois minutos depois, o homem se levanta e é colocado dentro da viatura. Um dos policiais então vai até a calçada para verificar os pertences do homem — uma coberta e uma mochila — leva a mochila até a viatura e confronta o detido. Não é possível ouvir o diálogo. Os policiais fecham o porta-malas, guardam a mochila dentro do veículo e entram na viatura.

A OAB-PR anunciou que apresentará representações e notícias de fato às autoridades competentes por intermédio de sua Comissão de Defesa dos Direitos Humanos. A instituição também informou que acompanhará o desfecho das apurações e prestará todo o suporte necessário à vítima. O caso agora segue em duas frentes: a investigação administrativa da Polícia Militar e as ações que a OAB pretende mover junto aos órgãos competentes. O vídeo, documentado por alguém presente no local, tornou-se o registro central de um episódio que divide a narrativa entre o que as imagens mostram e o que a corporação alega ter ocorrido.

As imagens demonstram graves violações de direitos humanos, que vão muito além do despreparo e do excesso no uso da força
— OAB-PR
Os socos e chutes começaram quando a vítima já se encontrava totalmente submissa, de joelhos e com as mãos atrás da cabeça. Não se tratou do emprego dos meios necessários à imobilização, mas de violência extrema e injustificável
— OAB-PR
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