À medida que sistemas de inteligência artificial assumem decisões cada vez mais consequentes — da saúde ao crédito —, uma questão antiga ressurge com força nova: quando a máquina erra, quem responde? Executivos e desenvolvedores de IA navegam hoje num vazio jurídico onde a inovação avança mais rápido do que a lei consegue acompanhar, deixando a responsabilidade civil suspensa num limbo que nenhum contrato de serviço consegue preencher completamente. É a tensão clássica entre o progresso humano e a necessidade de prestação de contas — agora reencenada no palco da era algorítmica.