Há cinquenta anos, uma sonda norte-americana fotografou uma colina marciana que, sob determinado ângulo de luz, evocava um rosto humano. A NASA explicou de imediato o fenómeno como ilusão de sombras, mas o cérebro humano — programado para reconhecer rostos mesmo onde não existem — recusou-se a aceitar a explicação sem resistência. O episódio revela menos sobre Marte do que sobre nós próprios: a pareidolia não é um defeito da percepção, mas uma característica evolutiva que, por vezes, transforma geologia em mitologia.