Em um país onde a religião há muito atravessa os corredores do poder, Augusto Cury propõe algo incomum: um Jesus despido de igrejas, sacramentos e pastores, reconfigurado como mestre de inteligência emocional e figura histórica de racionalidade exemplar. Sua campanha não disputa votos dentro dos muros das instituições religiosas — ela os contorna, oferecendo ao eleitor uma espiritualidade de uso prático, sem intermediários e sem filiação. Quando a fé se torna ferramenta de autogestão, a geometria do poder religioso na política brasileira começa, silenciosamente, a se redesenhar.