Em toda eleição, há um eleitor que não busca poder, mas alívio — alguém que o liberte da escolha que ele já sabe que fará. No Brasil de 2026, esse papel cabe ao apoiador de Augusto Cury: um eleitor independente, frequentemente desinformado sobre as sombras do candidato, que encontra no psiquiatra-escritor uma saída honrosa do primeiro turno antes de cumprir, no segundo, seu destino antilulista. A distração, aqui, não é acidente — é a condição que torna possível o voto.