Durante décadas, a medicina tratou o coração como um órgão sem género — e essa omissão tem custado vidas. A cardiologista Cristina Gavina recorda-nos que o corpo feminino fala de forma diferente quando o coração está em risco, e que a tendência de ignorar esses sinais não é apenas um erro clínico, mas um reflexo de como as mulheres são ouvidas. Num momento em que o conhecimento científico já reconhece estas diferenças, o desafio é garantir que esse saber chegue a quem precisa — médicos, urgências e as próprias mulheres.