Em Brasília, uma expressão silenciosa de poder se instala nos pulsos de advogados jovens: o relógio Patek Philippe, cujo valor pode ultrapassar um milhão de reais, tornou-se símbolo não de uma carreira conquistada, mas de conexões herdadas. O fenômeno, observado com crescente atenção por financistas e operadores do direito, aponta para uma possível inversão nas lógicas de mérito e influência que estruturam o sistema judiciário brasileiro — onde o acesso aos casos mais lucrativos parece depender menos do tempo de experiência e mais das portas que já estavam abertas desde o início.