Em 1851, um jornal de um centavo nasceu nas ruas de Nova York e, ao longo de 175 anos, tornou-se testemunha silenciosa e insistente da alma americana — guerras, escândalos, assassinatos e revoluções. O New York Times completa hoje 61 mil edições carregando a promessa fundadora de que a democracia só sobrevive quando há alguém disposto a registrar a verdade, mesmo sob pressão. Num momento em que a imprensa livre enfrenta sua crise mais profunda — econômica, tecnológica e política —, o aniversário do jornal é menos celebração do que advertência: o que não é registrado, não é lembrado; e o que nã