Num momento que revela as fraturas entre tecnologia e responsabilidade pública, o ministro do STF Nunes Marques ordenou a retirada imediata de um vídeo gerado por inteligência artificial publicado por Flávio Bolsonaro nas redes sociais — conteúdo que abordava temas sensíveis ligados ao filho do presidente e ao INSS. A decisão não cria lei, mas cria precedente: ela sinaliza que o Judiciário está disposto a intervir quando a síntese digital encontra o discurso político. O Brasil, ainda sem legislação abrangente sobre conteúdo sintético, começa a desenhar seus limites um caso de cada vez.