Nubank em conversas para adquirir Monzo, banco digital britânico com 16 milhões de clientes

Um salto de £5,2 bilhões para £10 bilhões em dois anos
A avaliação do Monzo triplicou desde sua última rodada de financiamento em 2024 até as negociações atuais com o Nubank.
Mark

Por que o Nubank estaria interessado em comprar um banco que já tem 16 milhões de clientes e está crescendo por conta própria?

Mimi

O Monzo é um dos dez maiores bancos do Reino Unido e tem uma base de clientes consolidada. Para o Nubank, que acaba de entrar nos EUA, comprar um player estabelecido na Europa é mais rápido do que construir do zero. Eles ganham escala, marca e infraestrutura regulatória já pronta.

Luke

Mas a avaliação — entre £8 bilhões e £10 bilhões — é especulação de analistas ou há confirmação de ambos os lados sobre esse número?

Mark

Qual é a situação financeira do Monzo agora? Ele está lucrativo?

Mimi

Sim. No último ano fiscal, fez £1,7 bilhão em receita e £172,6 milhões de lucro antes de impostos. Crescimento de 39% e 20%, respectivamente. É um banco rentável.

Luke

Rentável, mas ainda em busca de capital. Ele está simultaneamente negociando com o Morgan Stanley para levantar recursos, considerando vender 15% a fundos de venture capital e explorando uma abertura de capital. Isso sugere que a aquisição pelo Nubank é uma entre várias opções, não um destino certo.

Mark

O que mudou no Monzo recentemente que o deixou instável?

Mimi

Houve uma troca de liderança conturbada. Removeram o CEO TS Anil, que tinha 30 anos de experiência, e depois destituíram o presidente do conselho que fez isso. Agora Diana Layfield comanda, vinda do Google e do Standard Chartered.

Luke

Isso irritou acionistas, segundo o texto. Mas não sabemos os detalhes do conflito ou por que Anil foi removido. O que sabemos é que Layfield fechou a operação nos EUA e está focando na Europa.

Mark

O Monzo compete com quem?

Mimi

Principalmente com a Revolut, que é muito maior — 80 milhões de clientes em 40 países contra os 16 milhões do Monzo em um mercado mais concentrado.

Luke

Mas o Monzo lidera em rankings de qualidade de atendimento localmente. Então não é apenas tamanho; há diferenciação de produto e experiência.

  • O Nubank, que acaba de estrear nos Estados Unidos, mira agora o coração financeiro europeu ao negociar a compra do Monzo por até £10 bilhões — um salto que quase dobra a última avaliação do banco britânico.
  • O Monzo atravessa um momento de transição delicada: trocou seu CEO no início do ano, encerrou operações nos EUA e busca simultaneamente novos investidores, um IPO e agora um potencial comprador estratégico.
  • A rivalidade com a Revolut — que possui 80 milhões de clientes em 40 países contra os 16 milhões do Monzo — pressiona o banco britânico a encontrar um parceiro capaz de acelerar sua escala global.
  • Uma conexão humana discreta costura as duas instituições: o atual CFO do Monzo, Tom Oldman, foi por quatro anos o chefe de planejamento financeiro do próprio Nubank.
  • Sem cronograma definido, a operação permanece em aberto — mas seu desfecho pode redesenhar o mapa das fintechs globais e consolidar o Nubank como força verdadeiramente internacional.

Em um momento em que as fronteiras do sistema financeiro digital se tornam cada vez mais porosas, o Nubank — símbolo da reinvenção bancária latino-americana — negocia a aquisição do Monzo, banco britânico com 16 milhões de clientes e avaliação estimada entre £8 bilhões e £10 bilhões. A operação, ainda em estágio preliminar, revelaria não apenas a ambição global do banco fundado por David Vélez, mas também a maturidade de um setor de fintechs que, nascido à margem do sistema tradicional, agora o remodela por dentro. Se concluída, a transação seria um dos maiores movimentos de consolidação já vistos no universo das fintechs europeias.

O Nubank está em negociações preliminares para adquirir o Monzo, banco digital britânico com 16 milhões de clientes — 15 milhões de pessoas físicas e 1 milhão de empresas espalhadas pelo Reino Unido, com expansão em curso para Irlanda e Espanha. A operação, confirmada pelo Financial Times e pelo Brazil Journal após revelação da Sky News, combinaria dinheiro e ações, avaliando o Monzo entre £8 bilhões e £10 bilhões — quase o dobro dos £5,2 bilhões registrados em sua última rodada de financiamento, em 2024. Não há prazo definido para a conclusão do negócio.

Fundado em 2015 por Tom Blomfield com apoio da aceleradora Y Combinator, o Monzo se tornou um dos dez maiores bancos do Reino Unido, reconhecido por liderar rankings de qualidade de atendimento. Seus números mais recentes são expressivos: receita de £1,7 bilhão no ano fiscal encerrado em março, crescimento de 39%, e lucro antes de impostos de £172,6 milhões. Ainda assim, o banco vive um período de turbulência interna — seu CEO foi removido no início do ano, o presidente do conselho que orquestrou a mudança foi logo destituído, e desde fevereiro a instituição é comandada por Diana Layfield, ex-Google e ex-Standard Chartered.

Layfield encerrou as operações americanas do Monzo para concentrar energia na Europa e na diversificação de receitas — o banco chegou a lançar uma rede de telefonia móvel baseada em eSIM. Paralelamente, trabalha com o Morgan Stanley e a Qatalyst para captar recursos, com opções que incluem vender participação a fundos de venture capital, abrir capital em Londres ou listar ações simultaneamente em Londres e Nova York.

Para o Nubank, a aquisição se encaixa em uma estratégia clara de internacionalização. Além da estreia nos EUA, o banco brasileiro investiu US$150 milhões na fintech Tyme, de Singapura, no final de 2024. Um detalhe revela a proximidade entre as duas instituições: Tom Oldman, atual CFO do Monzo, foi head global de planejamento financeiro do Nubank entre 2019 e 2023. Se a operação se concretizar, marcará a entrada do banco de David Vélez em um dos mercados financeiros mais competitivos e regulados do mundo.

O Nubank está em negociações preliminares para comprar o Monzo, um banco digital britânico que atende 16 milhões de clientes. A informação, divulgada primeiro pela Sky News, foi confirmada pelo Financial Times e pelo Brazil Journal. Se a operação se concretizar, ela deve combinar dinheiro e ações, com uma avaliação do Monzo entre £8 bilhões e £10 bilhões — um salto significativo em relação aos £5,2 bilhões que o banco valia em sua última rodada de financiamento, em 2024. Não há um cronograma definido para que a transação seja finalizada.

O Monzo nasceu em 2015 sob a liderança de Tom Blomfield, um empreendedor britânico ligado à aceleradora Y Combinator. Em pouco tempo, o banco se posicionou entre os dez maiores do Reino Unido ao oferecer serviços digitais de conta corrente, crédito e investimentos. Hoje, sua base de clientes é composta por 15 milhões de pessoas físicas e 1 milhão de empresas, distribuídas entre Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. O banco também começou a expandir para a Irlanda e Espanha, e é conhecido por liderar rankings locais de qualidade de atendimento. Seu principal concorrente é a Revolut, que possui 80 milhões de clientes espalhados por 40 países.

Os números recentes do Monzo refletem um crescimento robusto. No ano fiscal encerrado em março, a receita chegou a £1,7 bilhão, um aumento de 39% em relação ao período anterior. O lucro antes de impostos foi de £172,6 milhões, alta de 20%. Apesar desse desempenho, o banco enfrentou turbulências internas. No início do ano, a empresa removeu TS Anil, um executivo com mais de 30 anos de experiência no setor bancário, do cargo de CEO. Gary Hoffman, o presidente do conselho que orquestrou essa mudança, foi destituído em seguida. Desde fevereiro, o banco é liderado por Diana Layfield, uma executiva que trabalhou no Google e no Standard Chartered.

Layfield fechou as operações do Monzo nos Estados Unidos para concentrar esforços na expansão europeia e na diversificação de receitas. Recentemente, o banco lançou uma rede de telefonia móvel que funciona exclusivamente com eSIMs. Paralelamente, o Monzo está trabalhando com o Morgan Stanley e a Qatalyst para buscar recursos adicionais. Uma das opções em discussão é vender uma participação de até 15% a fundos de venture capital em uma nova rodada de financiamento. Há também a possibilidade de uma abertura de capital em Londres ou uma listagem dupla entre a capital inglesa e Nova York — uma opção defendida pelo governo britânico e pela Bolsa de Londres, que têm visto suas maiores empresas migrarem para os mercados americanos.

A possível aquisição pelo Nubank se insere em uma estratégia mais ampla de expansão internacional do banco brasileiro. O Nubank acaba de iniciar operações nos Estados Unidos e tem demonstrado interesse em bancos digitais ao redor do mundo. No final de 2024, a empresa de David Vélez investiu US$150 milhões na Tyme, uma fintech de Singapura com operações nas Filipinas e na África do Sul. Uma conexão pessoal reforça os laços entre as duas instituições: Tom Oldman, atual CFO do Monzo, foi o head global de planejamento financeiro e análise do Nubank entre 2019 e 2023.

O Monzo já passou por 11 rodadas de financiamento, desde a fase seed até uma Série I, atraindo investidores de peso como Alphabet, GIC, Tencent, Goodwater e Thrive. Se o Nubank concluir a aquisição, ela representaria um dos maiores movimentos de consolidação no setor de fintechs europeias e marcaria a entrada do banco brasileiro em um mercado altamente competitivo e regulado. Ainda não há clareza sobre o timing da operação ou seus próximos passos.

O Monzo está trabalhando com o Morgan Stanley e a Qatalyst para buscar recursos e também estuda vender até 15% a fundos de venture capital
— Financial Times
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