Há uma ironia silenciosa no enriquecimento repentino: a fortuna que deveria resolver problemas frequentemente inaugura outros, mais difíceis de nomear. Empreendedores e executivos do setor de tecnologia que acumularam milhões em poucos anos descobrem que a riqueza súbita traz consigo isolamento, culpa, crises de identidade e rupturas relacionais — um fenômeno que especialistas chamam de síndrome da riqueza repentina. A história humana sempre soube que a abundância material e o florescimento interior raramente chegam juntos, e o Vale do Silício contemporâneo não é exceção a essa antiga lição.