Novo terremoto de 5,2 atinge nordeste do Afeganistão dois dias após abalo que matou 1.411

Terremoto anterior matou mais de 1.400 pessoas; novo tremor ocorre em contexto de crise humanitária com infraestrutura já comprometida.
Dois dias depois, o país foi atingido novamente
A sucessão rápida de terremotos deixa o Afeganistão em estado de choque contínuo.

Em menos de 48 horas, o Afeganistão foi sacudido por um segundo terremoto — desta vez de magnitude 5,2, com epicentro próximo a Jalalabad — como se a terra recusasse ao país qualquer pausa para o luto. O abalo anterior, de domingo, já havia ceifado mais de 1.400 vidas e despedaçado uma infraestrutura já fragilizada por anos de crise. Diante de uma nação que governa sob o Talibã e enfrenta isolamento político, a comunidade internacional mobilizou recursos humanitários, lembrando que a solidariedade atravessa fronteiras mesmo quando a diplomacia hesita.

  • Um segundo tremor em menos de dois dias impede que a população afegã sequer comece a enterrar seus mortos com segurança — a terra continua instável e o medo de novas réplicas é constante.
  • Com 1.411 mortos confirmados pelo governo talibã e infraestrutura já destruída, cada novo abalo multiplica exponencialmente o sofrimento de quem perdeu tudo no domingo.
  • Reino Unido destinou 1 milhão de libras, a Índia entregou tendas e prometeu toneladas de alimentos, e a Unicef abriu canais de doação — a resposta internacional corre contra o relógio.
  • O Brasil emitiu nota oficial confirmando que nenhum brasileiro está entre as vítimas e expressou solidariedade, sinalizando o reconhecimento global da gravidade da tragédia.
  • A região permanece em alerta máximo: a capacidade de resposta afegã é limitada, e a sobreposição de crises — sísmica, humanitária e política — ameaça transformar o desastre em colapso prolongado.

Dois dias após um terremoto de magnitude 6,0 matar mais de 1.400 pessoas no Afeganistão, o nordeste do país foi atingido novamente. Na terça-feira, 2 de setembro de 2025, um novo tremor de 5,2 graus sacudiu a região com epicentro a 34 quilômetros de Jalalabad, a 10 quilômetros de profundidade, conforme confirmado pelo Serviço Geológico dos EUA. O abalo também foi sentido no noroeste do Paquistão, cujo Departamento Meteorológico registrou magnitude ligeiramente superior, de 5,4.

O terremoto de domingo, 31 de agosto, havia deixado um rastro de destruição quantificado pelo porta-voz talibã Zabihullah Mujahid em 1.411 mortos. A chegada de um segundo abalo em menos de 48 horas sobrecarregou ainda mais os sistemas de emergência de um país já mergulhado em crise humanitária e instabilidade política, sem tempo para processar a primeira catástrofe.

A resposta internacional não tardou. O Reino Unido anunciou 1 milhão de libras para apoiar a ONU e a Cruz Vermelha. A Índia entregou 1.000 tendas familiares a Cabul e comprometeu-se a enviar 15 toneladas de alimentos à província de Kunar. A Unicef mobilizou medicamentos, roupas e artigos de higiene, além de abrir canais de arrecadação. No Brasil, o Itamaraty divulgou nota na segunda-feira confirmando que nenhum brasileiro estava entre as vítimas e expressando solidariedade ao povo afegão.

A sequência de tremores preocupa especialistas: a região permanece vulnerável a réplicas, e a possibilidade de novos abalos mantém a população em alerta contínuo — uma nação que tenta sobreviver à sobreposição de tragédias sem os recursos necessários para enfrentá-las.

Dois dias depois que um terremoto devastador sacudiu o Afeganistão, matando mais de 1.400 pessoas, o país foi atingido novamente. Na terça-feira, 2 de setembro de 2025, um novo tremor de magnitude 5,2 atingiu o nordeste afegão, desta vez com epicentro a 34 quilômetros de Jalalabad, a uma profundidade de 10 quilômetros. O Serviço Geológico dos EUA confirmou os dados. A região já estava em estado de choque pelo abalo anterior, ocorrido no domingo, 31 de agosto, que registrou magnitude 6,0 e deixou um rastro de destruição que o porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, quantificou em 1.411 mortos.

O tremor de terça-feira também foi sentido no noroeste do Paquistão vizinho. O Departamento Meteorológico paquistanês calculou a magnitude em 5,4 e localizou o epicentro no sudeste afegão, uma pequena variação em relação aos dados americanos, mas que reforça a extensão geográfica do impacto sísmico. A sucessão rápida de abalos em uma região já fragilizada por crises humanitárias e instabilidade política agravou a situação de uma população que mal tinha tido tempo de processar a primeira catástrofe.

A comunidade internacional respondeu com mobilização de recursos. O Reino Unido anunciou a destinação de 1 milhão de libras para apoiar os esforços da Organização das Nações Unidas e da Cruz Vermelha no atendimento aos afetados. A Índia, por sua vez, entregou 1.000 tendas familiares para Cabul, a capital afegã, e comprometeu-se a enviar 15 toneladas de alimentos para a província de Kunar no mesmo dia do novo terremoto. A Unicef comunicou que enviaria medicamentos, roupas, artigos de higiene e outros itens essenciais, além de abrir canais para arrecadação de doações.

No Brasil, o Itamaraty reagiu ao terremoto de domingo com uma nota oficial divulgada na segunda-feira, 1º de setembro. O ministério confirmou que não havia registro de brasileiros entre as vítimas e expressou solidariedade ao povo afegão. A declaração do governo brasileiro lamentou as perdas humanas e materiais, oferecendo condolências aos familiares das vítimas e votos de recuperação aos feridos. A resposta diplomática, embora simbólica, refletiu o reconhecimento internacional da magnitude da tragédia.

O que torna essa sequência de tremores particularmente preocupante é o contexto em que ocorre. O Afeganistão já enfrenta uma crise humanitária profunda, com infraestrutura comprometida e capacidade de resposta limitada. A chegada de um segundo terremoto em apenas 48 horas não apenas multiplica os danos imediatos, mas também sobrecarrega ainda mais os sistemas de emergência e as organizações humanitárias que tentam socorrer os afetados. A região permanece vulnerável a réplicas, e a possibilidade de novos abalos mantém a população em estado de alerta contínuo.

Neste momento de consternação pelas perdas humanas e materiais decorrentes do abalo sísmico, o Governo brasileiro manifesta suas condolências aos familiares das vítimas, seus votos de plena recuperação aos feridos e sua solidariedade ao povo do Afeganistão
— Nota do Itamaraty
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que um segundo terremoto em tão pouco tempo é tão significativo?

Model

Porque a primeira onda de destruição ainda estava sendo avaliada. As equipes de resgate estavam procurando sobreviventes, contando mortos, tentando estabelecer abrigos. Um novo tremor não só causa danos adicionais, como desestabiliza psicologicamente uma população já traumatizada e dispersa os recursos de resposta que estavam começando a se organizar.

Inventor

A magnitude 5,2 é considerada forte?

Model

É moderada a forte. Não é tão devastadora quanto o 6,0 anterior, mas em uma região já danificada, com estruturas enfraquecidas e pessoas dormindo ao relento, causa impacto real. Edifícios que resistiram ao primeiro abalo podem desabar no segundo.

Inventor

Por que o Paquistão também sentiu o tremor?

Model

Porque os tremores não respeitam fronteiras. O epicentro estava perto da divisa, a apenas 34 quilômetros de Jalalabad. Ondas sísmicas viajam através da crosta terrestre. O Paquistão, que também está em uma zona sísmica ativa, sente regularmente tremores originários do lado afegão.

Inventor

A ajuda internacional chegará a tempo?

Model

Essa é a pergunta difícil. O Reino Unido, a Índia, a ONU — todos anunciaram recursos. Mas o Afeganistão tem infraestrutura limitada, estradas danificadas, e a situação política complica a logística. A ajuda vai chegar, mas haverá atrasos. Pessoas sofrerão enquanto isso.

Inventor

O Brasil tem alguma presença no Afeganistão?

Model

Não há registro de brasileiros entre as vítimas, segundo o Itamaraty. O Brasil não tem operações militares ou humanitárias significativas lá. A resposta foi diplomática — uma nota de solidariedade, que é o que se espera quando um país distante enfrenta uma tragédia.

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