Há décadas, uma parcela do esforço laboral de milhões de brasileiros ficou guardada em um fundo esquecido pelo tempo. Nesta sexta-feira, a Caixa Econômica Federal retoma o acerto dessa dívida histórica, liberando mais um lote do ressarcimento do antigo fundo PIS/Pasep — uma poupança compulsória que existiu entre 1971 e 1988 — para trabalhadores e herdeiros que formalizaram seus pedidos até 31 de agosto, com valores médios de R$ 2.800 corrigidos pela inflação. O gesto é também um alerta: quem não resgatar o que lhe pertence até setembro de 2028 verá esses recursos desaparecerem definitivamente
Novo lote de ressarcimento do PIS/Pasep é liberado nesta sexta-feira
Recursos não resgatados até setembro de 2028 serão perdidos para sempre
Por que esse dinheiro ficou esquecido por tanto tempo? Não deveria ter sido devolvido automaticamente?
O fundo PIS/Pasep funcionava como uma poupança vinculada ao emprego formal entre 1971 e 1988. Quando foi encerrado, nem todos sacaram. Alguns perderam o rastro, outros simplesmente não souberam que tinham direito.
Mas a gente sabe quantas pessoas têm saldo disponível? O texto diz "cerca de R$ 2.800 em média", mas não diz quantas pessoas estamos falando.
Não, o Ministério da Fazenda não divulgou o número total de beneficiários. Sabemos apenas que há uma média de R$ 2.800 por pessoa, corrigida pela inflação.
E como alguém descobre se tem dinheiro lá?
Precisa acessar a plataforma Repis Cidadão ou o app do FGTS, fazer login com gov.br e informar o número do PIS ou NIS. Lá aparece se há saldo.
Isso exige uma conta gov.br em nível prata ou ouro. Quantas pessoas têm isso? Pode ser uma barreira para quem não está familiarizado com tecnologia.
É uma questão válida. O governo oferece a opção de solicitar presencialmente em agências da Caixa também, mas nem todos sabem disso.
E se a pessoa morrer antes de sacar? O dinheiro vai para os herdeiros?
Sim, herdeiros podem solicitar, mas precisam de documentação complementar como certidões previdenciárias ou autorização judicial.
Qual é o prazo final mesmo? Porque se alguém não souber disso, perde tudo.
Setembro de 2028. Depois disso, o dinheiro vai para o Tesouro Nacional e não há mais como recuperar.
Então basicamente as pessoas têm até lá para descobrir que têm dinheiro, solicitar e receber?
Exatamente. E o cronograma de pagamentos vai até janeiro de 2027, então quem solicitar agora recebe em breve.
O Pulso
- Milhões de reais permanecem esquecidos em cotas de um fundo extinto há quase quatro décadas, e o tempo para resgatá-los está se esgotando.
- A liberação desta sexta-feira atende quem solicitou o saque até 31 de agosto, com depósito médio de R$ 2.800 já corrigido pela inflação — mas o valor varia conforme o histórico de cada trabalhador.
- O cronograma mensal segue até dezembro de 2026, criando uma corrida silenciosa entre beneficiários que ainda não sabem que têm dinheiro a receber.
- Herdeiros enfrentam burocracia adicional, precisando reunir certidões previdenciárias ou autorização judicial para acessar os valores deixados pelos titulares falecidos.
- O prazo final é setembro de 2028: após essa data, qualquer saldo não resgatado será incorporado ao Tesouro Nacional de forma irreversível, sem recurso possível.
Há décadas, uma parcela do esforço laboral de milhões de brasileiros ficou guardada em um fundo esquecido pelo tempo. Nesta sexta-feira, a Caixa Econômica Federal retoma o acerto dessa dívida histórica, liberando mais um lote do ressarcimento do antigo fundo PIS/Pasep — uma poupança compulsória que existiu entre 1971 e 1988 — para trabalhadores e herdeiros que formalizaram seus pedidos até 31 de agosto, com valores médios de R$ 2.800 corrigidos pela inflação. O gesto é também um alerta: quem não resgatar o que lhe pertence até setembro de 2028 verá esses recursos desaparecerem definitivamente nos cofres do Tesouro Nacional.
Nesta sexta-feira, a Caixa Econômica Federal libera mais um lote de pagamentos do antigo fundo PIS/Pasep, destinado a trabalhadores e herdeiros que formalizaram o pedido de saque até 31 de agosto. O valor médio por beneficiário é de R$ 2.800, já corrigido pela inflação acumulada desde quando o dinheiro ficou parado.
O fundo funcionou entre 1971 e 1988 como uma poupança vinculada ao emprego formal, contemplando tanto trabalhadores da iniciativa privada quanto servidores públicos. Quando o modelo foi encerrado, boa parte dos recursos simplesmente não foi sacada. É importante distinguir esse ressarcimento do atual abono salarial do PIS/Pasep, que é um programa completamente diferente.
O valor recebido por cada pessoa não é uniforme: depende do tempo trabalhado e do salário recebido naquele período histórico. A correção pela inflação, no entanto, é aplicada igualmente a todos os saldos. O cronograma de pagamentos segue mensalmente até dezembro de 2026, organizado pela data de solicitação. O próximo lote, para pedidos feitos até 30 de setembro, será depositado em 26 de outubro.
Para verificar se há saldo disponível, o trabalhador pode acessar a plataforma Repis Cidadão ou o aplicativo do FGTS, mediante login com CPF e senha gov.br em nível prata ou ouro. O número do PIS ou NIS pode ser localizado no aplicativo FGTS, no Cartão Cidadão, no portal Meu INSS ou no Cadastro Único. O saque pode ser solicitado pelo aplicativo ou presencialmente em agências da Caixa.
Há um prazo limite que não pode ser ignorado: recursos não resgatados até setembro de 2028 serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem qualquer possibilidade de recuperação posterior. Para quem tem direito, o relógio já está correndo.
Nesta sexta-feira, a Caixa Econômica Federal libera mais um lote de pagamentos referentes a dinheiro esquecido em uma conta antiga. Trata-se do ressarcimento do antigo fundo PIS/Pasep, destinado a trabalhadores e herdeiros que formalizaram o pedido de saque até 31 de agosto. O Ministério da Fazenda informa que cada beneficiário receberá, em média, R$ 2.800, com valores já corrigidos pela inflação desde o período em que o dinheiro permaneceu parado.
O fundo em questão funcionou entre 1971 e 1988 como uma espécie de poupança vinculada ao emprego formal, beneficiando tanto trabalhadores da iniciativa privada quanto servidores públicos. Quando o modelo foi encerrado em 1988, nem todos os recursos foram sacados na época. É importante não confundir esse ressarcimento com o atual abono salarial do PIS/Pasep, que é um programa diferente. O ressarcimento agora liberado destina-se especificamente àqueles que trabalharam naquele período histórico e nunca retiraram suas cotas do fundo original.
O valor médio de R$ 2.800 não é fixo para todos. A quantia varia conforme o tempo que cada pessoa trabalhou durante aquele período e o salário que recebia na época. Quem trabalhou por mais tempo ou com remuneração maior terá direito a um valor superior; o inverso também é verdadeiro. A correção pela inflação, porém, é aplicada uniformemente a todos os saldos.
O cronograma de pagamentos segue um padrão mensal até o final de 2026, organizado conforme a data em que cada pessoa solicitou o ressarcimento. Quem pediu o saque até 31 de agosto recebe nesta sexta-feira. O próximo lote, para quem solicitar até 30 de setembro, será depositado em 26 de outubro. Os depósitos continuam mês a mês até dezembro, quando há um último pagamento para solicitações feitas até 31 de dezembro de 2026. Qualquer pedido realizado após essa data será processado apenas em janeiro de 2027. Os valores são depositados diretamente em conta da Caixa ou por meio de poupança social digital.
Para consultar se há saldo disponível, o trabalhador pode acessar a plataforma Repis Cidadão ou o aplicativo do FGTS, ambos exigindo login com CPF e senha gov.br em nível prata ou ouro. No portal, é possível verificar o saldo, obter orientações para saque e, no caso de falecimento do titular, acompanhar procedimentos específicos para herdeiros. O número do PIS ou NIS necessário para a consulta pode ser encontrado no aplicativo FGTS, no Cartão Cidadão, no portal Meu INSS ou no Cadastro Único.
Quem deseja solicitar o ressarcimento pode fazer isso pelo aplicativo do FGTS ou presencialmente em agências da Caixa. Beneficiários diretos precisam apenas apresentar um documento oficial de identificação. Herdeiros, por sua vez, devem fornecer documentação complementar, como certidões previdenciárias ou autorização judicial, dependendo da situação.
Há, porém, um prazo limite importante. Se os valores não forem resgatados até setembro de 2028, os recursos serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem qualquer possibilidade de saque posterior. Isso significa que quem não solicitar o ressarcimento dentro desse período perderá o direito ao dinheiro de forma irreversível.
Citações Notáveis
O ressarcimento é destinado a quem trabalhou nesse período e ainda não retirou os recursos das cotas do fundo— Ministério da Fazenda