Num país acostumado a medir seu valor pelo ritmo do crescimento, dois economistas da FGV propõem uma releitura incômoda: o Brasil pós-1980, marcado por crises e baixo PIB, foi também o período em que milhões saíram da miséria e a expectativa de vida deu um salto histórico. O paradoxo não é acidente — é o resultado de escolhas políticas feitas sob pressão democrática, com custos que agora se acumulam. A história recente do país, argumentam os autores, é mais complexa do que a nostalgia do crescimento acelerado permite enxergar.