Na madrugada de uma sexta-feira de outubro, São Paulo acordou novamente às escuras: cerca de 47 mil imóveis perderam energia após um temporal que varreu a capital e o interior com chuvas torrenciais e ventos violentos. A Enel mobilizou milhares de profissionais e acionou plano emergencial, mas a recorrência dos apagões — o segundo em menos de duas semanas — coloca em xeque a capacidade da infraestrutura elétrica de suportar as tempestades cada vez mais intensas que assolam a região. É o encontro entre a fragilidade dos sistemas humanos e a força crescente da natureza.
Novo apagão atinge São Paulo após temporal; 47 mil imóveis sem luz
Dois apagões em duas semanas sugerem que a rede não está preparada
Por que um apagão de 47 mil imóveis é notícia se representa menos de 1% da rede?
Porque 47 mil pessoas sem luz é uma realidade concreta. E porque isso aconteceu duas vezes em duas semanas. O percentual é pequeno, mas o padrão é preocupante.
A Enel parece estar respondendo rápido — 2,5 mil profissionais, geradores, plano emergencial.
Está respondendo, sim. Mas a questão é por que precisa responder tão frequentemente. Um temporal forte é inevitável; dois em quinze dias sugere que a rede não está preparada para o clima que São Paulo agora enfrenta.
E quanto às pessoas que ficam sem energia durante esses períodos?
Elas lidam com o básico — geladeira desligada, sem ar-condicionado em outubro ainda quente, sem carregador de celular. Para hospitais e serviços essenciais, a Enel está mandando geradores. Para o resto, é esperar.
A Defesa Civil está prevendo mais chuva e vento. Isso vai piorar?
Pode. Se cair mais árvore, mais transformador queima. Se alagar mais, mais gente fica isolada. O temporal de quinta foi o gatilho; o que vem agora pode ser o aprofundamento.
Qual é a pergunta que ninguém está fazendo?
Se a infraestrutura de energia de uma metrópole de 12 milhões de pessoas consegue lidar com o clima que ela própria está vivendo. Porque se não consegue, isso não é um problema da Enel. É um problema de todos.
Der Puls
- Cerca de 47 mil imóveis ficaram sem luz após um temporal devastador, com Pirapora do Bom Jesus registrando quase 9% de sua rede local fora de operação.
- A Defesa Civil emitiu alertas urgentes para ventos de até 70 km/h e novos temporais avançando em direção à zona sul da capital, ampliando o risco de alagamentos e deslizamentos.
- A Enel acionou plano emergencial com 2,5 mil profissionais e 500 geradores posicionados em pontos estratégicos, priorizando hospitais e serviços essenciais.
- Menos de duas semanas antes, outro apagão havia deixado 3,1 milhões de clientes sem energia por até cinco dias, e a repetição do colapso reacende críticas sobre a resiliência da infraestrutura elétrica paulista.
Na madrugada de uma sexta-feira de outubro, São Paulo acordou novamente às escuras: cerca de 47 mil imóveis perderam energia após um temporal que varreu a capital e o interior com chuvas torrenciais e ventos violentos. A Enel mobilizou milhares de profissionais e acionou plano emergencial, mas a recorrência dos apagões — o segundo em menos de duas semanas — coloca em xeque a capacidade da infraestrutura elétrica de suportar as tempestades cada vez mais intensas que assolam a região. É o encontro entre a fragilidade dos sistemas humanos e a força crescente da natureza.
Na manhã de 25 de outubro, cerca de 47 mil imóveis em São Paulo ainda permaneciam sem energia elétrica, consequência de um temporal que havia varrido a capital e cidades do interior na véspera, com chuvas torrenciais e ventos violentos. Mais de 23 mil clientes da Enel na capital estavam desconectados — apenas 0,41% do total, mas dezenas de milhares de pessoas afetadas. No interior, a situação era ainda mais grave: em Pirapora do Bom Jesus, 8,61% da rede local estava fora de operação.
A Enel acionou seu Plano Emergencial de Atendimento ainda na tarde de quinta-feira, mobilizando 2,5 mil profissionais e posicionando 500 geradores em pontos estratégicos, com prioridade para hospitais e serviços essenciais. Subestações e transformadores móveis foram deslocados para as regiões mais vulneráveis enquanto as equipes trabalhavam para restaurar o fornecimento.
O temporal havia derrubado ao menos 11 árvores só na capital, e os danos continuavam sendo avaliados. A Defesa Civil alertava para novos temporais nas horas seguintes, com ventos de até 70 km/h previstos para a região metropolitana e a Baixada Santista. O radar meteorológico indicava chuvas concentradas entre Tatuí e Juquitiba avançando em direção à zona sul, elevando o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas já fragilizadas. Moradores de zonas vulneráveis foram orientados a manter vigilância redobrada.
O episódio não era isolado. Menos de duas semanas antes, outro temporal havia deixado 3,1 milhões de clientes sem luz por até cinco dias, gerando críticas intensas à concessionária. Com o novo apagão tão próximo, a questão sobre a resiliência da infraestrutura elétrica de São Paulo voltava ao centro do debate com força renovada.
Na manhã de sexta-feira, 25 de outubro, cerca de 47 mil imóveis na região de São Paulo permaneciam sem energia elétrica. O apagão era consequência de um temporal que havia varrido a capital e cidades do interior na tarde anterior, trazendo chuva torrencial e ventos violentos que deixaram destruição em seu rastro.
A concessionária Enel informou que mais de 23 mil de seus clientes na capital estavam desconectados da rede — uma fatia pequena em termos percentuais, cerca de 0,41% do total, mas um número absoluto que afetava dezenas de milhares de pessoas. O interior sofria ainda mais: em Pirapora do Bom Jesus, a situação era crítica, com 8,61% da rede local fora de operação. Outros municípios também enfrentavam transtornos significativos.
A Enel acionou seu Plano Emergencial de Atendimento na tarde de quinta-feira, mobilizando aproximadamente 2,5 mil profissionais para trabalhar na recomposição do sistema. A empresa reforçou seus canais de atendimento e posicionou 500 geradores em pontos estratégicos, priorizando serviços essenciais como hospitais. Subestações e transformadores móveis foram deslocados para as regiões mais vulneráveis, numa tentativa de minimizar o impacto do apagão enquanto as equipes trabalhavam para restaurar a energia.
O temporal havia deixado marcas visíveis pela cidade. O Corpo de Bombeiros registrou a queda de pelo menos 11 árvores apenas na capital, e os danos estruturais continuavam sendo avaliados. Mas o pior ainda não havia passado. A Defesa Civil alertava para a possibilidade de novos temporais nas horas seguintes, com previsão de ventos de até 70 quilômetros por hora na região metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista. O radar meteorológico apontava chuvas concentradas entre Tatuí e Juquitiba, avançando em direção à zona sul da capital, ampliando o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas já sensibilizadas.
Os moradores em zonas vulneráveis receberam orientação para manter vigilância redobrada. Os alertas da Defesa Civil mencionavam possíveis formações de pontos de alagamento, novas quedas de árvores e de muros. A previsão para sábado era de alguma melhora, com ventos do sul que poderiam reduzir a intensidade das chuvas e manter as temperaturas entre 18 e 24 graus Celsius.
O apagão de sexta-feira não era um evento isolado. Menos de duas semanas antes, outro temporal havia deixado 3,1 milhões de clientes sem luz na região metropolitana. A demora na normalização daquele episódio anterior — que se estendeu por cinco dias — havia gerado críticas intensas contra a Enel. Agora, com novo apagão em tão pouco tempo, a questão sobre a resiliência da infraestrutura de energia em São Paulo voltava à tona com força renovada.
Bemerkenswerte Zitate
Os canais de atendimento foram reforçados e 500 geradores estão sendo disponibilizados para serviços essenciais, como hospitais— Enel, em declaração oficial