Quando o cinema volta a colocar as redes sociais no centro da narrativa, ele não inventa um mal-estar — ele o nomeia. O lançamento de um novo filme sobre o universo digital chega num momento em que a desconfiança pública em relação às plataformas tecnológicas já não é marginal, mas estrutural, alimentada por anos de escândalos, algoritmos opacos e debates sobre saúde mental. A tela grande funciona, aqui, menos como entretenimento e mais como espelho coletivo: a plateia reconhece no enredo aquilo que já sente, mas ainda não havia encontrado palavras para dizer.