Em novembro de 2026, o céu brasileiro oferece um convite raro à atenção: na madrugada de 3 de novembro, a Lua vai encobrir por alguns minutos Régulo, a estrela-coração do Leão, que segue brilhando a cerca de 79 anos-luz mesmo quando a sombra lunar a esconde de nós. Ao longo do mês, chuvas de meteoros, uma superlua e encontros entre planetas se sucedem como lembrete de que a humanidade sempre olhou para cima para medir o tempo, marcar as estações e se orientar. O espetáculo é desigual conforme a região, mas acessível a quem procurar um horizonte limpo e um pouco de paciência.
Novembro terá três chuvas de meteoros, superlua e ocultação de Régulo pela Lua
Régulo some atrás da Lua, mas continua brilhando a 79 anos-luz
Por que a ocultação de Régulo, logo no dia 3, chama tanta atenção?
Porque é rara de ver a olho nu e tem hora marcada: 4h32 em Brasília, 4h42 em São Paulo, 3h22 em Manaus, onde dura cerca de 17 minutos.
A estrela some mesmo?
Só da nossa vista. Régulo está a 79 anos-luz e continua emitindo luz; a Lua apenas passa na frente.
Vale notar que o horário muda de cidade para cidade, e o amanhecer pode atrapalhar o reaparecimento em alguns lugares. Nem todo mundo verá o fim do fenômeno.
E as chuvas de meteoros, são espetaculares?
Depende. As Leônidas têm fama de tempestades, mas a previsão para 2026 é de 10 a 15 meteoros por hora em condições ideais.
Esse número é condicional: céu escuro, sem nuvens. Em cidade grande, será bem menos. E o texto não dá números para as Táuridas.
E a superlua?
A Lua cheia é em 24 de novembro, às 11h53, e o perigeu no dia 25. Ela pode parecer um pouco maior e mais brilhante.
O "pode" importa: a própria reportagem diz que a diferença nem sempre é perceptível a olho nu.
O Pulso
- Na madrugada de 3 de novembro, a Lua passa diante de Régulo e apaga a estrela por cerca de 17 minutos em Manaus, com horários que variam de Brasília a Curitiba.
- Três chuvas de meteoros disputam o mês: Táuridas do Sul e do Norte, depois as Leônidas, com até 10 a 15 meteoros por hora em condições ideais.
- A Lua nova de 9 de novembro escurece o céu e abre a janela para observar os meteoros com mais nitidez.
- Em 16 de novembro, Marte e Júpiter ficam a cerca de 1,2 grau um do outro, visíveis a olho nu no amanhecer, embora separados por milhões de quilômetros.
- A superlua de 24 de novembro, com Lua cheia às 11h53 em Brasília e perigeu no dia 25, deve parecer apenas um pouco maior e mais brilhante.
Em novembro de 2026, o céu brasileiro oferece um convite raro à atenção: na madrugada de 3 de novembro, a Lua vai encobrir por alguns minutos Régulo, a estrela-coração do Leão, que segue brilhando a cerca de 79 anos-luz mesmo quando a sombra lunar a esconde de nós. Ao longo do mês, chuvas de meteoros, uma superlua e encontros entre planetas se sucedem como lembrete de que a humanidade sempre olhou para cima para medir o tempo, marcar as estações e se orientar. O espetáculo é desigual conforme a região, mas acessível a quem procurar um horizonte limpo e um pouco de paciência.
Na madrugada de terça-feira, 3 de novembro, a Lua vai passar na frente de Régulo, uma das estrelas mais brilhantes do Leão, e apagá-la da vista por alguns minutos. Régulo continua emitindo luz o tempo todo; o que muda é apenas a linha de visão. O momento acontece em horários diferentes conforme a cidade, com Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste entre os mais favorecidos. Quem tiver um horizonte livre pode acompanhar a olho nu, e binóculos ajudam, desde que o amanhecer não atrapalhe o reaparecimento.
Depois vêm os meteoros. As Táuridas do Sul chegam ao pico na noite de 4 para 5, com meteoros lentos que às vezes brilham muito; as Táuridas do Norte atingem o máximo na madrugada de 11 para 12. As Leônidas fecham o ciclo entre 17 e 18, com 10 a 15 meteoros por hora em condições ideais. Não se espera uma tempestade como a de outros anos. A Lua nova de 9 de novembro ajuda, pois deixa o céu mais escuro. A recomendação é fugir da luz urbana e esperar cerca de 20 a 30 minutos para que os olhos se adaptem.
No dia 16, Marte e Júpiter aparecem a apenas 1,2 grau um do outro, distância pouco maior que duas vezes o diâmetro da Lua cheia. A proximidade é só aparente, já que os dois planetas estão a milhões de quilômetros. A superlua chega em 24 de novembro, com Lua cheia às 11h53 em Brasília e perigeu no dia 25. Os planetas completam a agenda com Vênus no maior brilho do ano por volta do dia 27 e Urano em oposição no dia 25, este último pedindo binóculos ou telescópio.
Na madrugada desta terça-feira, 3 de novembro, uma das estrelas mais brilhantes da constelação de Leão vai sumir por alguns minutos atrás da Lua. É Régulo, e o desaparecimento abre um mês de fenômenos no céu que poderão ser vistos no Brasil: três chuvas de meteoros, uma superlua e vários encontros entre planetas.
O evento da madrugada é uma ocultação lunar, que acontece quando a Lua passa na frente de um astro e bloqueia a luz dele. Régulo fica a cerca de 79 anos-luz da Terra e segue emitindo luz o tempo todo; o que muda é só a linha de visão. O desaparecimento está previsto para as 4h32 em Brasília, 4h42 em São Paulo, 4h44 em Belo Horizonte e 4h40 em Curitiba. Em Manaus, começa às 3h22, no horário local, e dura cerca de 17 minutos. Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste estão entre as regiões mais favorecidas. Dá para acompanhar a olho nu, se o céu permitir, e um horizonte sem obstáculos ajuda. Binóculos também servem, mas o amanhecer pode atrapalhar a visão do reaparecimento da estrela em algumas cidades.
Depois vêm os meteoros. As Táuridas do Sul têm pico na noite de 4 para 5 de novembro e são conhecidas por meteoros relativamente lentos, que às vezes brilham muito. As Táuridas do Norte chegam ao máximo na madrugada de 11 para 12. As duas estão ligadas a correntes de detritos associadas ao cometa Encke. As Leônidas atingem o pico entre as madrugadas de 17 e 18, com previsão de 10 a 15 meteoros por hora em condições ideais. Seus fragmentos vêm do cometa 55P/Tempel-Tuttle, e a chuva já ficou famosa por tempestades intensas em certos anos, mas não há expectativa de espetáculo assim em 2026. As Alfa Monocerotídeas e as Oriônidas de Novembro também podem ter picos no mês, em condições menos favoráveis.
No dia 16, Marte e Júpiter ficam separados por cerca de 1,2 grau no céu, pouco mais de duas vezes o diâmetro aparente da Lua cheia. Será possível ver a conjunção a olho nu na madrugada: Marte avermelhado, Júpiter como um ponto muito luminoso. A proximidade é só aparente, já que os dois continuam a milhões de quilômetros um do outro. No dia 30, a Lua aparece perto de Marte, Júpiter e Régulo.
A superlua vem em 24 de novembro, com Lua cheia às 11h53 pelo horário de Brasília. O perigeu, ponto de maior aproximação entre Lua e Terra, é no dia 25. Nessa ocasião o satélite pode parecer um pouco maior e mais brilhante que o normal, embora a diferença nem sempre seja perceptível a olho nu.
Os planetas completam a agenda. Vênus aparece perto da Lua minguante em 7 de novembro e deve chegar ao maior brilho de 2026 por volta do dia 27, mais fácil de ver antes do nascer do Sol. Mercúrio atinge a maior separação aparente do Sol em 20 de novembro, o que favorece a observação matinal, com limitações em boa parte do país. Urano fica em oposição no dia 25, bom momento para binóculos ou telescópios.
Para os meteoros, a recomendação é buscar locais longe da iluminação urbana e esperar de 20 a 30 minutos até os olhos se adaptarem ao escuro. A Lua nova de 9 de novembro deixa o céu menos luminoso e ajuda. Os calendários da Nasa, do Observatório Real de Greenwich e do projeto brasileiro Céu Profundo reúnem informações e mapas para acompanhar tudo.
Citações Notáveis
Para ver os meteoros, procure locais afastados da luz urbana e aguarde de 20 a 30 minutos até os olhos se adaptarem ao escuro.— Recomendação citada na reportagem do Alô Alô Bahia