Novembro abre o céu com uma sequência de encontros que lembram ao observador paciente que a Terra gira dentro de um movimento muito maior. A Lua, que começa o mês minguante, cruza o caminho de Regulus na madrugada de 3, acende a expectativa das Leônidas na noite de 17 para 18 e culmina numa superlua em 24, quando seu ponto mais próximo da Terra quase coincide com a plenitude. Para quem olha para cima, são fenômenos antigos, repetidos desde sempre, que pedem apenas atenção e um lugar escuro para serem vistos.
Novembro reúne superlua, ocultação de Regulus e chuva de meteoros Leônidas
Parecem próximos no céu, mas há milhões de quilômetros entre eles
Qual é o evento mais fácil de acompanhar neste mês?
Provavelmente a superlua do dia 24. Não exige horário madrugador nem equipamento: basta olhar a Lua depois do pôr do Sol.
Mas vale dizer que a diferença é pequena. A distância é de cerca de 361 mil km no dia 24 e 359 mil no dia seguinte. A matéria diz que a Lua "pode parecer" um pouco maior e mais brilhante, não que o efeito seja marcante.
E a ocultação de Regulus, quem verá?
Quem estiver em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte ou Curitiba, por volta das 4h30 a 4h45 do dia 3. Em Recife, Fortaleza e Belém, a Lua não cobrirá a estrela.
Os horários são de início previsto, e a fonte só traz essas cidades. Para outras localidades, não há informação aqui.
As Leônidas exigem algum preparo?
Só escuridão e paciência. Sem telescópio, num lugar longe das luzes, olhando uma área ampla do céu, na madrugada do dia 18.
A matéria não informa quantos meteoros esperar por hora, então não dá para prometer espetáculo. E o pico depende também do céu estar limpo, o que o texto não aborda.
E os encontros da Lua com Vênus e de Marte com Júpiter?
São aproximações aparentes. Parecem próximos para nós, mas estão separados por milhões de quilômetros.
Il Polso
- A ocultação de Regulus na madrugada de 3 de novembro desafia quem mora no Recife, em Fortaleza ou em Belém, que ficarão de fora do encontro visto em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.
- A chuva Leônidas, nascida de fragmentos do cometa 55P/Tempel-Tuttle, promete rastros luminosos na madrugada de 18, com o melhor momento começando por volta das 2h em São Paulo.
- A Lua cheia de 24 de novembro chega como superlua, a cerca de 361 mil quilômetros, mas a fase exata cai de dia e exige paciência até depois do pôr do Sol.
- Sem necessidade de telescópio, o cenário ideal é um ponto escuro e afastado das luzes urbanas, com visão ampla do céu, e o calendário segue sem sobressaltos rumo ao fim do mês.
Novembro abre o céu com uma sequência de encontros que lembram ao observador paciente que a Terra gira dentro de um movimento muito maior. A Lua, que começa o mês minguante, cruza o caminho de Regulus na madrugada de 3, acende a expectativa das Leônidas na noite de 17 para 18 e culmina numa superlua em 24, quando seu ponto mais próximo da Terra quase coincide com a plenitude. Para quem olha para cima, são fenômenos antigos, repetidos desde sempre, que pedem apenas atenção e um lugar escuro para serem vistos.
Novembro começa com a Lua em quarto minguante, às 17h28 do dia 1º, e logo abre um calendário que pede atenção ao céu. O primeiro encontro é na madrugada de 3, quando a Lua encobre Regulus, a estrela mais brilhante de Leão. O fenômeno, a ocultação, depende de onde se está: em Brasília começa por volta de 4h32, em Curitiba às 4h41, em São Paulo às 4h43 e em Belo Horizonte às 4h44. No Recife, em Fortaleza e em Belém, a estrela permanece visível.
Depois vêm as conjunções que se insinuam antes do amanhecer. Em 7, a Lua minguante e Vênus aparecem próximas, a leste; a proximidade é só aparente, pois os dois astros estão a milhões de quilômetros um do outro. Em 15, Marte e Júpiter repetem o gesto.
A madrugada de 18 guarda o pico das Leônidas, chuva de meteoros formada pelos fragmentos do cometa 55P/Tempel-Tuttle. Em São Paulo, a janela mais favorável começa por volta das 2h e vai até pouco antes do amanhecer. Basta um local escuro, longe das luzes da cidade, e um céu amplo.
O ponto alto chega em 24, com a Lua cheia às 11h53 em Brasília. Por estar a pouco mais de um dia do perigeu, será uma superlua, a cerca de 361 mil quilômetros da Terra. Como a fase acontece de dia, o melhor momento para observá-la é depois do pôr do Sol.
Novembro começa com a Lua em quarto minguante, às 17h28 do dia 1º, no horário de Brasília. É a primeira de quatro mudanças de fase previstas para o mês, e abre um calendário com pelo menos três eventos que pedem olhar para o céu: a ocultação da estrela Regulus, a chuva de meteoros Leônidas e uma superlua no dia 24.
O primeiro encontro é na madrugada de 3 de novembro. Nesse dia, a Lua passa diante de Regulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão. O fenômeno, chamado de ocultação, ocorre quando um astro encobre outro do ponto de vista de quem observa da Terra. Em parte do Brasil será possível acompanhar. Em Brasília, o início está previsto para cerca de 4h32. Em Curitiba, às 4h41; em São Paulo, às 4h43; em Belo Horizonte, às 4h44. Em Recife, Fortaleza e Belém, a estrela não será encoberta.
Na madrugada de 7 de novembro, pouco antes do amanhecer, a Lua minguante e Vênus aparecerão próximos no céu. A orientação é olhar para o leste, onde o Sol nasce. A proximidade é só aparente: os dois astros seguem separados por milhões de quilômetros. Outro encontro desse tipo está previsto para 15 de novembro, quando Marte e Júpiter poderão ser vistos juntos antes do nascer do Sol.
A Lua nova chega no dia 9, às 4h02, quando o satélite fica entre a Terra e o Sol e sua face iluminada não está voltada para nós. O quarto crescente vem em 17 de novembro, às 8h47, quando a parte iluminada volta a crescer.
Na madrugada de 18, é o pico das Leônidas. A chuva é formada por fragmentos deixados pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle, que entram na atmosfera terrestre e produzem rastros luminosos. No Brasil, a melhor chance de observação é nessa madrugada. Em São Paulo, o período mais favorável deve começar por volta das 2h e ir até pouco antes do amanhecer, quando a constelação de Leão estará mais alta. Não é preciso telescópio nem binóculo: o ideal é um local escuro, longe das luzes da cidade, e uma visão ampla do céu.
Em 20 de novembro, Mercúrio poderá ser visto antes do amanhecer, no momento de sua maior distância aparente do Sol.
O ponto alto do mês vem em 24 de novembro, com a Lua cheia às 11h53. Será uma superlua, porque a fase cheia ocorre pouco mais de um dia antes de o satélite chegar ao perigeu, o ponto da órbita mais próximo da Terra. No dia 24, a distância será de aproximadamente 361 mil quilômetros; no dia seguinte, cerca de 359 mil. Nessa condição, a Lua pode parecer um pouco maior e mais brilhante que em outras luas cheias. Como a fase exata acontece de dia, a observação será mais favorável depois do pôr do Sol.
Os horários seguem Brasília e mudam conforme o fuso: no Acre, a Lua cheia será às 9h53; em Fernando de Noronha, às 12h53. O primeiro compromisso do calendário é a madrugada de 3 de novembro, com Regulus.
Citazioni salienti
Não é necessário telescópio ou binóculo; o ideal é um local escuro, longe das luzes da cidade, observando uma área ampla do céu.— Metrópoles, sobre a chuva de meteoros Leônidas