Novas regras obrigatórias de transparência em IA entram em vigor amanhã

Uma assinatura técnica que identifica a origem artificial do conteúdo
Descreve como a marcação obrigatória de conteúdos gerados por IA funciona no novo regulamento europeu.
Mark

Porque é que uma assinatura técnica invisível é melhor do que um aviso claro que qualquer pessoa vê?

Mimi

Porque máquinas precisam de ler isto automaticamente. Um aviso visual pode ser removido, alterado, ignorado. Uma assinatura técnica fica nos metadados do ficheiro. Quando um algoritmo distribui conteúdo, consegue verificar a origem.

Mark

E se alguém simplesmente remover essa assinatura antes de publicar?

Mimi

Aí entra a lei. A obrigação é de quem publica, não de quem vê. Se removeres a marcação e publicares, estás a violar o regulamento. É por isso que as multas são tão pesadas.

Mark

Mas um artigo de jornal que usa IA para ajudar a escrever não precisa de marcação. Como é que isso funciona?

Mimi

Porque houve revisão humana. Um jornalista leu, editou, verificou os factos. O conteúdo final é responsabilidade humana. A IA foi apenas uma ferramenta, como um processador de texto.

Mark

E um deepfake? Alguém que cria um vídeo falso de um político?

Mimi

Agora tem obrigação legal de identificar como deepfake. Antes podia circular sem qualquer indicação. A lei diz: se fizeste isto, tens de o dizer.

Mark

As startups têm sorte, então.

Mimi

Têm alguma proteção, sim. Mas a obrigação é a mesma. Só as multas são proporcionais ao tamanho. Uma startup que violar isto paga menos do que uma grande empresa, mas paga.

  • A partir de amanhã, todo o conteúdo sintético gerado por IA circula com uma obrigação legal de identificação — uma assinatura técnica invisível ao olho humano, mas legível para sistemas.
  • Deepfakes, que durante anos circularam sem qualquer indicação da sua natureza artificial, passam a ser ilegais sem marcação adequada.
  • Obras artísticas, satíricas e textos com revisão humana ficam isentos, reconhecendo que nem toda a utilização de IA é problemática.
  • As multas chegam a 35 milhões de euros ou 7% do volume de negócios global para as infrações mais graves — mas startups têm tratamento mais favorável.
  • Ao contrário de uma diretiva, este regulamento aplica-se diretamente em toda a União Europeia, sem necessidade de transposição nacional: as regras já estão em vigor.

A partir de 2 de agosto de 2026, a União Europeia impõe uma nova ordem de visibilidade sobre o invisível: qualquer conteúdo gerado por inteligência artificial — vídeo, imagem, áudio ou texto — passa a exigir uma assinatura técnica que o identifique como sintético. Não se trata apenas de uma formalidade burocrática, mas de uma tentativa civilizacional de restaurar a confiança num ecossistema de informação cada vez mais habitado por criações que imitam o real. Quem não cumprir enfrenta multas que podem chegar a 35 milhões de euros, num sinal claro de que a Europa escolheu a transparência como valor fundador da sua relação com a inteligência artificial.

Amanhã, 2 de agosto, uma mudança silenciosa entra em vigor nas aplicações que usamos todos os dias. A União Europeia ativou novas regras de transparência que obrigam qualquer conteúdo gerado por inteligência artificial — vídeo, imagem, áudio ou texto — a ser marcado com uma assinatura técnica legível por máquinas. Não é um aviso visível; é um sinal invisível ao olho humano que diz: isto foi feito por IA.

A Comissão Europeia confirmou a entrada em vigor desta obrigação na sua página oficial, com orientações adicionais publicadas a 20 de julho. O objetivo é acabar com a circulação silenciosa de conteúdo sintético — em especial os deepfakes, que passam agora a ter obrigação legal de identificação.

Nem tudo fica sujeito às novas regras. Obras artísticas, satíricas ou de ficção estão isentas, assim como textos que passaram por revisão humana significativa. A lei reconhece que o que importa é a transparência quando o conteúdo é inteiramente sintético.

O incumprimento tem consequências sérias: multas até 15 milhões de euros ou 3% do volume de negócios para marcação incorreta, e até 35 milhões de euros ou 7% do volume global para práticas expressamente proibidas. As startups e empresas mais pequenas beneficiam de um tratamento mais favorável, ficando sempre sujeitas ao valor mais baixo entre a percentagem e o montante fixo.

Ao contrário de uma diretiva — que precisa de ser transposta para a lei de cada país —, este regulamento aplica-se diretamente em toda a União Europeia. Não há margem para interpretação nacional. Quando acordar amanhã, as regras já estão lá.

Amanhã, 2 de agosto, uma mudança silenciosa mas profunda entra em vigor nas aplicações que usamos todos os dias. A União Europeia ativou novas regras de transparência que obrigam qualquer conteúdo gerado por inteligência artificial — seja um vídeo, uma imagem, um áudio ou um texto — a ser marcado de forma que máquinas consigam ler e identificar. Não é um aviso em letras grandes. É uma assinatura técnica, invisível ao olho humano mas legível para sistemas, que diz: isto foi feito por IA.

A Comissão Europeia confirmou a entrada em vigor desta obrigação na sua página oficial, com orientações adicionais publicadas a 20 de julho para ajudar as empresas a cumprir. O objetivo é claro: acabar com a circulação silenciosa de conteúdo sintético. Quem publica deepfakes — vídeos ou áudios manipulados que fingem ser reais — passa agora a ter obrigação legal de os identificar como tal, em vez de os deixar correr na internet sem qualquer indicação da sua natureza artificial.

Mas nem tudo fica sujeito a estas novas regras. Obras artísticas, satíricas ou de ficção estão isentas. Um texto que passa por revisão humana — como um artigo jornalístico que usa ferramentas de IA apenas como apoio à escrita — também não precisa de marcação. A lei reconhece que nem toda a utilização de inteligência artificial é problemática; o que importa é a transparência quando o conteúdo é inteiramente sintético.

O incumprimento tem dentes. As empresas que não marcarem corretamente conteúdos gerados por IA podem ser multadas em até 15 milhões de euros ou 3% do seu volume de negócios anual — prevalecendo sempre o valor mais elevado. Para práticas de inteligência artificial expressamente proibidas pelo regulamento, as multas sobem para 35 milhões de euros ou 7% do volume de negócios global. Fornecer informações falsas ou enganosas às autoridades pode custar até 7,5 milhões de euros ou 1% da faturação anual mundial.

As empresas mais pequenas, incluindo startups, recebem um tratamento mais favorável: ficam sempre sujeitas ao valor mais baixo entre a percentagem de faturação e o montante fixo previsto na lei. É um reconhecimento de que nem todas as organizações têm a mesma capacidade de conformidade.

Este regulamento europeu é diferente de uma diretiva. Enquanto uma diretiva precisa de ser transposta para a lei nacional de cada país — e Portugal ainda não o fez com a Diretiva do Direito à Reparação — um regulamento aplica-se diretamente em toda a União. Não há margem para interpretação nacional. Amanhã, quando acordar, as regras já estão lá.

Qualquer conteúdo sintético, seja áudio, imagem, vídeo ou texto gerado por inteligência artificial, vai ter de ser marcado de forma legível por máquina
— Regulamento europeu de inteligência artificial
Quer a matéria completa? Leia o original em 4gnews.pt ↗
Fale Conosco FAQ