Novas imagens mostram caminhão sem freio atingindo veículos na Serra do RJ

Três pessoas morreram no acidente; uma mulher de 30 anos foi atropelada com fratura exposta e fratura de clavícula; motorista do caminhão sofreu traumatismo cranioencefálico grave; outras vítimas hospitalizadas com ferimentos variados.
O caminhão parecia decolar sobre um barranco antes de tombar
Descrição do momento capturado em vídeo que mostra a violência do acidente na RJ-150.
Mark

Por que essas imagens novas importam se já se sabia que um caminhão tinha atingido os carros?

Mimi

Porque agora vemos exatamente como aconteceu. O caminhão não apenas colidiu — ele literalmente decolou sobre um barranco. Isso muda o entendimento da força do impacto, da trajetória, de quanto tempo as pessoas tiveram para reagir.

Mark

E a mulher que foi atropelada — ela tinha alguma chance real de escapar?

Mimi

Seu padrasto disse que se ela não tivesse corrido, estaria morta. Então tecnicamente sim, mas foi questão de segundos e sorte. Ela viu vindo, tentou correr, não conseguiu sair do caminho a tempo.

Mark

O motorista do caminhão — ele é vítima ou responsável?

Mimi

Provavelmente ambos. Sofreu traumatismo cranioencefálico grave, então está hospitalizado em estado delicado. Mas a investigação vai determinar se houve negligência na manutenção do veículo, se ele deveria ter parado em algum ponto.

Mark

E a crítica sobre a estrada — é justa ou é desespero de quem perdeu alguém?

Mimi

Provavelmente as duas coisas. A estrada é conhecida por descidas íngremes e já teve outros acidentes. Mas quando você perde três pessoas da família, você procura explicações. A falta de sinalização é real, mas talvez não tivesse impedido isso.

Mark

O que vem agora?

Mimi

A perícia vai confirmar se era mesmo falha de freios. Depois, provavelmente vai haver pressão para melhorias na rodovia. Mas essas coisas levam tempo, e as três pessoas já estão mortas.

  • Um caminhão carregado de ração desceu a serra sem freios e invadiu a pista contrária, atropelando uma pedestre e destruindo três carros em segundos.
  • Três idosos que estavam no mesmo veículo — Vilma, 74 anos; Geraldo, 79; e Alvanir, 73 — morreram no impacto; outras quatro pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves.
  • As câmeras capturam o momento em que o caminhão 'decola' sobre um barranco e ainda acerta parte de uma igreja antes de tombar, revelando a violência extrema da colisão.
  • A Polícia Civil investiga falha de freios como causa principal, enquanto laudos periciais e novas imagens de diferentes ângulos buscam reconstruir a dinâmica exata do acidente.
  • Familiares das vítimas denunciam falta de sinalização e abandono da rodovia, transformando o luto em cobrança pública sobre as condições da RJ-150.

Na manhã de 14 de maio, a RJ-150 — uma estrada de descidas íngremes entre Nova Friburgo e Amparo, no Rio de Janeiro — tornou-se palco de uma tragédia que ceifou três vidas quando um caminhão sem freios desceu desgovernado e atingiu pedestres e veículos em sequência. O acidente, registrado por câmeras de segurança em imagens que chocaram o país, levanta questões que transcendem a falha mecânica: fala de abandono, de estradas esquecidas e de vidas que dependem de infraestrutura que o poder público não entrega.

Na manhã de quinta-feira, 14 de maio, um caminhão carregado de ração perdeu os freios na descida da RJ-150, entre Nova Friburgo e o distrito de Amparo. O veículo invadiu a pista contrária, atropelou uma mulher que caminhava pela rua e colidiu com três carros — dois estacionados e um com quatro ocupantes. Em uma das gravações, o caminhão parece decolar sobre um barranco e ainda acerta parte de uma igreja antes de tombar. Ao fim, três pessoas estavam mortas.

As vítimas fatais eram Vilma Adame, 74 anos, Geraldo Assis, 79, e Alvanir Pinheiro, 73 — todos no mesmo carro no momento do impacto. A pedestre atropelada, Thainá da Silva Rosa, de 30 anos, tentou correr ao ver o caminhão vindo em sua direção, mas não escapou: sofreu fratura exposta na perna direita e fratura na clavícula, e precisará de cirurgia. Outra passageira de um dos veículos atingidos desenvolveu pneumotórax e também precisou de intervenção médica. No total, sete pessoas foram hospitalizadas.

O motorista do caminhão, Luciano Ignácio Chaves, de 37 anos, sofreu traumatismo cranioencefálico grave, contusão pulmonar e choque neurogênico. Seu ajudante saiu com escoriações leves. A perícia da Polícia Civil investiga as causas técnicas, com as primeiras informações apontando falha nos freios como origem do desastre.

O padrasto de Thainá, Alberto Knup da Cunha, disse ao g1 que, se a jovem não tivesse corrido, estaria entre os mortos. Ele denunciou a falta de sinalização e as más condições da estrada. 'Estamos abandonados aqui em Amparo', desabafou. A RJ-150, conhecida por suas descidas íngremes e histórico de acidentes, volta a ser alvo de questionamentos sobre segurança rodoviária — desta vez, com três vidas a menos para contar a história.

Na manhã de quinta-feira, 14 de maio, um caminhão carregado de ração desceu a RJ-150 em alta velocidade sem conseguir frear. As câmeras de segurança capturaram tudo: o veículo invadindo a pista contrária, atingindo uma mulher que caminhava pela rua, depois três carros — dois estacionados, um com quatro ocupantes dentro. O impacto foi tão violento que em uma das gravações o caminhão parece literalmente decolar sobre um barranco, ainda acertando parte da estrutura de uma igreja antes de tombar. Quando tudo terminou, três pessoas estavam mortas.

Os nomes das vítimas fatais foram confirmados por familiares: Vilma Adame, 74 anos; Geraldo Assis, 79 anos; e Alvanir Pinheiro, 73 anos. Todos estavam no mesmo carro quando o caminhão os atingiu. Seus corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal. A mulher que foi atropelada, Thainá da Silva Rosa, tinha 30 anos e tentou correr quando viu o veículo desgovernado vindo em sua direção. Não conseguiu escapar. Ela sofreu fratura exposta na perna direita e fratura na clavícula, precisará passar por cirurgia.

O motorista do caminhão, Luciano Ignácio Chaves, 37 anos, sofreu traumatismo cranioencefálico grave, contusão pulmonar e choque neurogênico. Seu ajudante, Luiz Gustavo Oliveira, 32 anos, teve apenas escoriações leves. Zilma Adame Pinheiro, 72 anos, que estava em um dos carros atingidos, desenvolveu pneumotórax à direita, fratura de clavícula e precisou de um dreno de tórax. No total, sete pessoas foram hospitalizadas.

A perícia da Polícia Civil trabalha para confirmar as causas técnicas do acidente, mas as primeiras informações apontam que o caminhão estava sem freio no momento em que invadiu a pista contrária. As novas imagens de segurança, gravadas de ângulos diferentes, devem ajudar a reconstruir a dinâmica exata da colisão e o trajeto do veículo até o tombamento.

O padrasto de Thainá, Alberto Knup da Cunha, não poupou críticas. Disse ao g1 que se a jovem não tivesse corrido, estaria morta como as três vítimas do carro. Apontou a falta de sinalização adequada e as más condições da estrada em Amparo como fatores que aumentam o risco. "Estamos abandonados aqui em Amparo. Se você olhar a beirada da rua, é só mato", desabafou. A RJ-150, que liga Nova Friburgo ao distrito de Amparo, é conhecida por suas descidas íngremes e já registrou outros acidentes graves. O trecho onde ocorreu o acidente, na altura da Parada Folly, agora é foco de investigação e de questionamentos sobre segurança rodoviária.

Se ela não corre, o caminhão teria pegado ela. Estamos abandonados aqui em Amparo.
— Alberto Knup da Cunha, padrasto de Thainá da Silva Rosa
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