Nova regra de impedimento testada no Canadá validaria 17 gols na Copa do Mundo, diz liga

Ronaldo simplesmente levantou as mãos para o alto, em sinal de exasperação
Reação do atacante ao ver no telão que o ombro estava à frente do penúltimo defensor, em Portugal x Croácia.
Mark

Por que esse gol anulado de Ronaldo virou argumento para a liga canadense?

Mimi

Porque foi um impedimento de margem mínima, só o ombro à frente do penúltimo defensor. É exatamente o tipo de lance que a regra em teste mudaria.

Mark

E não foi só ele, certo?

Mimi

Não. A CPL conta 17 gols da Copa que seriam validados. O de Sucic, que daria a vantagem à Croácia aos 35 do segundo tempo, está na lista.

Luke

Vale notar de onde vem o número: 17 é a contagem da própria liga, que defende o teste. O texto não diz como os lances foram identificados nem se alguém de fora conferiu.

Mark

Então é um dado interessado?

Luke

Não necessariamente errado, mas atribuído. Sabemos o que a CPL afirma, não o que uma auditoria independente concluiria.

Mimi

E a regra tem autor claro: Arsène Wenger, hoje na Fifa, que quer mais ataque e mais fluidez.

Mark

O que a liga pretende fazer agora?

Mimi

Conversar com a Fifa depois do Mundial e avaliar o teste ao fim do ano, para decidir se vira permanente.

Luke

E isso ainda está em aberto. Não há decisão nem prazo da Fifa mencionados; só a intenção da liga de discutir.

  • Um gol de Cristiano Ronaldo, empatando Portugal e Croácia por 1 a 1, foi anulado por impedimento e a comemoração virou protesto mudo.
  • A margem do lance é tão mínima que o ombro do atacante ultrapassou o penúltimo defensor por pouco, alimentando a indignação dos torcedores croatas.
  • A CPL usa o episódio e outros 17 gols da Copa para mostrar que a nova interpretação mudaria o resultado de muitos lances.
  • A liga e a Fifa testam a regra até o fim da temporada, e a decisão sobre tornar a mudança permanente ainda está em aberto.

Num fim de tarde de Toronto, um gol de Cristiano Ronaldo foi anulado por uma margem tão estreita que quase cabe num suspiro, e essa fração de centímetro passou a servir de argumento para uma pergunta mais antiga do futebol: até onde a linha do impedimento deve proteger o defensor e até onde deve deixar o ataque respirar. Do outro lado dessa dúvida, a Premier League do Canadá decidiu testar, em parceria com a Fifa, uma leitura mais generosa da regra, proposta pelo ex-técnico Arsène Wenger, que devolveria ao atacante qualquer parte do corpo válida para marcar. A medida ainda é experimental, mas revela um esforço de permitir que a lei se ajuste ao jogo e não apenas o contrário.

Quando a bandeira do auxiliar subiu em Toronto, Cristiano Ronaldo tinha acabado de deixar o placar em 1 a 1 contra a Croácia, o que seria seu primeiro gol em mata-mata de Copa. A comemoração durou pouco. O VAR confirmou o impedimento: o ombro do atacante de 41 anos estava apenas um pouco à frente do penúltimo defensor, e ele ergueu as mãos em sinal de exasperação.

No dia seguinte, a Premier League do Canadá usou o lance como exemplo. Segundo a liga, aquele gol estaria entre os 17 da Copa que seriam validados por uma nova interpretação da lei do impedimento, testada este ano em cooperação com a Fifa. Pela regra, o atacante só fica impedido quando nenhuma parte do corpo com a qual se pode marcar está alinhada ou à frente do penúltimo defensor. A ideia é do ex-técnico do Arsenal Arsène Wenger, hoje na Fifa, e busca dar mais fluidez e ataque ao jogo.

O gol de Petar Sucic, que colocaria a Croácia na frente no fim do segundo tempo, também foi anulado. Portugal venceu por 2 a 1. O vice-presidente executivo da CPL, Costa Smyrniotis, viu a partida no estádio e contou que os torcedores croatas do lado de fora só falavam do lance e reclamavam da marcação. Para ele, o teste pode tornar a regra mais justa e compreensível, devolvendo emoção ao atacante. A liga, que começou em 2019, se sente livre para inovar e vê a iniciativa como uma forma de colaborar com a Fifa.

Agora a expectativa é aguardar o fim da temporada, quando a CPL espera entender melhor se a regra faz sentido e se deve virar permanente.

Quando a bandeira do auxiliar subiu em Toronto, na quinta-feira, Cristiano Ronaldo acabara de tocar na saída do goleiro da Croácia e empatar a partida em 1 a 1. Seria o primeiro gol dele em mata-mata de Copa do Mundo. A comemoração durou pouco: impedimento marcado contra o atacante de 41 anos, no jogo de 16 avos de final entre Portugal e Croácia, no Estádio de Toronto.

O VAR confirmou a decisão. Quando o telão mostrou a imagem, ficou claro que a margem era mínima: o ombro de Ronaldo estava ligeiramente à frente do penúltimo defensor. Ele apenas levantou as mãos para o alto, em sinal de exasperação.

Na sexta-feira, a Premier League do Canadá (CPL) usou o lance como argumento. Segundo a liga, aquele gol é um dos 17 da Copa do Mundo que teriam sido validados sob uma nova interpretação da lei do impedimento, que a sua primeira divisão testa neste ano em cooperação com a Fifa.

A regra funciona assim: o atacante só é considerado impedido se houver um espaço claro entre ele e o defensor. Na prática, se qualquer parte do corpo com a qual se possa marcar um gol legalmente estiver alinhada com o penúltimo defensor ou atrás dele, a posição é válida. A proposta é do ex-técnico do Arsenal Arsène Wenger, hoje chefe de Desenvolvimento Global do Futebol da Fifa, e busca impulsionar o jogo ofensivo e melhorar o fluxo das partidas.

O jogo de Toronto foi o caso mais recente da lista da CPL. Cada time teve um gol anulado por impedimento que, de acordo com a liga, seria válido pela nova interpretação. Além do de Ronaldo, o de Petar Sucic, que teria colocado a Croácia em vantagem aos 35 minutos do segundo tempo. Portugal venceu por 2 a 1.

O vice-presidente executivo da CPL, Costa Smyrniotis, assistiu à partida no estádio e disse que o tema vai render uma conversa interessante com a Fifa depois do Mundial. Para ele, não se trata só de analisar o teste na liga canadense, mas também as observações feitas na Copa e como juntar tudo isso. Ele contou que os torcedores croatas do lado de fora do estádio só queriam falar do gol anulado e reclamavam da marcação.

Smyrniotis defendeu que o teste é uma chance de corrigir esse tipo de situação, com uma regra, na opinião dele, mais justa e compreensível, que devolveria alguma vantagem ao atacante e traria mais emoção e entretenimento. Segundo ele, a CPL, cuja temporada inaugural foi em 2019, não carrega um histórico que a impeça de inovar, o que a deixou mais disposta a participar. "Vemos isso como uma forma de colaborar com eles", afirmou, lembrando que o teste é da Fifa.

O próximo passo está na agenda da liga: ao fim do ano, quando o teste terminar na CPL, ela espera ter uma compreensão melhor sobre se a regra faz sentido daqui para frente e se deve se tornar permanente.

Isso vai gerar uma conversa interessante com a Fifa após a Copa do Mundo.
— Costa Smyrniotis, vice-presidente executivo da CPL
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