No coração do Cerrado goiano, uma criatura de dois centímetros e corpo quase transparente existia em silêncio antes de ser nomeada pela ciência. A Vitreorana micaelae, décima primeira espécie do seu gênero, foi revelada ao mundo após pesquisadores de três universidades brasileiras decifrassem as sutilezas do seu canto, da sua íris e da sua pigmentação. Sua descoberta nos lembra que a invisibilidade não é ausência — e que biomas já estudados ainda guardam vidas inteiras à espera de reconhecimento.