A Lua, contemplada por milênios como símbolo de serenidade, revela-se um campo de batalha cósmico incessante. Em 2024, um asteroide de até 21 metros escavou na superfície lunar a maior cratera recente registrada desde 2009 — 222 metros de largura, batizada McGetchin —, lembrando à humanidade que o silêncio do espaço não é ausência de violência, mas ausência de testemunhas. À medida que a Nasa e a China planejam bases habitadas no polo sul lunar para a década de 2030, essa cicatriz fresca transforma-se em um aviso gravado na própria rocha: construir no satélite exige encarar sua natureza bombar