Em um país de dimensões continentais, onde a distância entre o cidadão e o Estado sempre foi medida em horas de viagem, o Brasil dá um passo simbólico e prático: a Carteira de Identidade Nacional pode agora ser solicitada pelo celular, sem filas, sem deslocamento, sem a antiga burocracia do corpo presente. É a tradução de um direito fundamental — o de existir oficialmente — para a linguagem do tempo em que vivemos. O que muda não é apenas o processo, mas a relação entre o governo e aqueles que ele serve.